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Caso Arruda: PF suspeita de monitoramento de adversários


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Brasília - Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) com integrantes do governo José Roberto Arruda indicam que adversários políticos e membros da própria administração no DF podem ter sido monitorados.

Os agentes, no âmbito da Operação Caixa de Pandora, encontraram no gabinete de um assessor de Arruda gravações de conversas de um ex-secretário ligado ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

Essa é a segunda denúncia ligando o nome de Arruda a arapongagem. Ele é suspeito de usar a estrutura da Polícia Civil para monitorar promotores que atuaram na investigação do mensalão do DEM.

Texto sem timbre e sem assinatura encontrado na casa de Domingos Lamoglia, ex-chefe de gabinete de Arruda e citado no esquema, cita atividades de Weligton Moraes, ex-secretário de comunicação do DF. “Comentários no MP de que as articulações de W.M. [Weligton Moraes] destina-se (sic) a angariar fundos para a campanha de Joaquim Roriz.”

Assim como Arruda, Moraes foi preso na semana passada por supostamente tentar subornar uma testemunha do caso do mensalão do DEM.

O governo do DF disse que não comentaria o caso porque não teve acesso aos documentos. A reportagem não localizou Domingos Lamoglia.

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Livros de autoajuda e Bíblia

Brasília - José Roberto Arruda recebeu dois livros de autoajuda e uma Bíblia na ontem, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso.

A Blíblia foi deixada pela aposentada Maria Dolorosa Ferreira de Souza, que ficou horas, ontem de manhã, sentada à sombra de uma árvore em frente ao prédio onde Arruda está preso lendo a Bíblia e fazendo orações pelo governador.

No início da tarde, o cunhado de Arruda, Fábio Peres, levou o almoço do governador. Segundo a Polícia Federal, Arruda recebe refeições caseiras porque não há mais carceragem no prédio e, portanto, nenhuma empresa presta serviço.

Arruda está preso desde quinta-feira por determinação do Superior Tribunal de Justiça, acusado de subornar uma das testemunhas do esquema de corrupção. Ele está em uma sala da Instituto Nacional de Criminalística da PF.

Por lá, tem direito a uma cama, um banheiro individual, ar condicionado. O governador é monitorado por dois agentes, além de homens que fazem a segurança do local.

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