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Encontro dos Grandões agita Olinda


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Olinda - “Agora sou imortal.” Francisco Amâncio da Silva, o criativo, irreverente e carismático maestro Forró, e a sua Orquestra da Bomba do Hemetério, agora retratados como bonecos gigantes, deram um show de alegria em retribuição à homenagem, na abertura da 23ª edição do Encontro dos Grandões (bonecos) - marca da terça-feira de carnaval em Olinda.

Showman que canta, dança, rege a orquestra com as pernas - de ponta cabeça - e interage com os músicos e público fazendo-os participar inteiramente do espetáculo, Forró, de 34 anos, fez apresentação no Largo do Guadalupe, local de concentração dos bonecos.

Com seu visual habitual - óculos escuros, camisa colorida, gravata e bermuda - subiu na estrutura lateral do palco até o alto, cantando “Tô doidão”, de Reginaldo Rossi, e deu uma amostra da sua arte de executar frevos tradicionais em vários ritmos - maracatu, côco, valsa. Ao lado do seu gigante, acompanhou o cortejo de cerca de 100 bonecos, por mais de duas horas, até chegar à sede da prefeitura, na Rua de São Bento, quando deu mais uma canja.

Logo na saída, depois do meio-dia, a surpresa: o Homem da Meia Noite, boneco mais antigo de Olinda, de 78 anos, amado pela população, apareceu imponente, posudo, para prestigiar o encontro. De fraque branco - a cor usual é o verde - ele cumprimentou as pessoas fazendo reverências e emocionou o bonequeiro e idealizador do encontro de gigantes, Silvio Botelho, que faz os bonecos há 36 anos. “Estou arrepiado.”

Há pelo menos oito anos o Homem da Meia Noite - o boneco original, com quatro metros de altura e 49,5 quilos - não aparecia no desfile. Ele raramente sai de dia. Uma réplica menos pesada costuma representá-lo em festividades ligadas ao carnaval. Mas ele não acompanhou o cortejo. Os bonecos mais novos possuem em torno de 3,5 metros e 15 quilos.

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