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Temporal faz estragos pelo Brasil


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Porto Alegre - A chuva torrencial de anteontem à noite e madrugada de ontem, acompanhada de rajadas de vento de até 88 quilômetros por hora, prejudicou o Carnaval e provocou transtornos para os moradores de Rio Grande, na zona sul do Rio Grande do Sul. O desfile das escolas de samba teve de ser adiado.

Tanto os pequenos barcos quanto os navios que esperavam para atracar ou sair do porto tiveram de ficar parados. A situação persistia até o início da noite de ontem, mesmo com a diminuição da chuva.

Em alguns bairros, como o Cassino, São Miguel, Castelo Branco e Cidade Águeda, a água tomou conta das ruas e chegou a invadir algumas casas durante a manhã, mas recuou à tarde. Segundo o 8º Distrito de Meteorologia, a precipitação chegou a 143 milímetros.

Toda a zona leste do Rio Grande do Sul sofreu com ventanias durante o dia. A queda de postes e árvores chegou a deixar cinco mil residências de Porto Alegre sem energia elétrica.

No lago Guaíba, o vento fez uma pequena embarcação de pescadores bater num farol e ficar à deriva. Os quatro tripulantes foram resgatados pelos bombeiros.

Santa Catarina

Um forte temporal também atingiu parte de Santa Catarina na noite de anteontem. Segundo a Defesa Civil estadual, entre as cidades mais afetadas estão Florianópolis, Palhoça, Joinville, Balneário Camboriú e Brusque. O órgão informa que ainda está contabilizando os prejuízos.

Em Palhoça, pelo menos 56 casas, além de duas escolas e uma creche foram parcialmente destelhadas. Em alguns bairros, o fornecimento de energia elétrica ainda não foi restabelecido.

Já em Florianópolis, há registros de pelo menos 26 casas destelhadas por um vendaval seguido por forte chuva. Os bairros Morro da Penitenciária, Morro do Horácio, Morro da Santa Vitória, Sambaqui, Daniela, Pântano do Sul e Ingleses foram os mais afetados.

De acordo com o diretor da Defesa Civil estadual, Márcio Luiz Alves, o abastecimento de energia elétrica em Palhoça e em outras cidades foi afetado principalmente pela queda de árvores que atingiram fios de alta tensão.

Em Joinville, onde a prefeitura já havia decretado estado de emergência devido aos prejuízos causados por um vendaval que atingiu a cidade no dia 8, os ventos fortes de ontem também destelharam casas, derrubaram árvores e causaram muitos transtornos no trânsito.

De acordo com a prefeitura, os ventos foram tão fortes que afetaram a estrutura de concreto de uma escola municipal, que terá que ser interditada. Um centro de educação infantil e um dos pavilhões do Centro de Convenções Expoville também foram atingidos. Segundo a prefeitura, mais de 50 telhas e 25% do forro do Pavilhão Nilson Bender foram arrancados pelo vento.

Em Brusque, onde o vento e as chuvas fortes duraram cerca de meia hora, árvores caíram sobre carros, bloquearam várias ruas e a rodovia Ivo Silveira (SC-411) e também atingiram fios de alta tensão, interrompendo o fornecimento de luz.

Mato Grosso

Cerca de 250 famílias tiveram de deixar suas casas anteontem em Mato Grosso por causa de alagamentos provocados pelas fortes chuvas que atingem o Estado desde quinta-feira.

A maior parte dos desalojados e desabrigados é de Barra do Bugres (170 km a oeste de Cuiabá), que decretou situação de emergência ontem.

A cheia do rio Paraguai, que corta a cidade de 35 mil habitantes, deixou 156 pessoas desalojadas e 52 desabrigadas. Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas e uma casa foi totalmente destruída.

Quedas de barreiras nas estradas do município também deixaram comunidades rurais isoladas. Segundo a Defesa Civil, seis cabeceiras de pontes ruíram com a forte correnteza.

A região tem registrado recordes de precipitação: nos últimos cinco dias, choveu 90% do esperado para todo o mês de fevereiro na estação de Diamantino. Foram 219,2 mm, contra a média histórica de 240 mm para o mês, segundo o Inmet.

Ontem, 30 famílias que moravam em áreas de risco na cidade, à beira de córregos em que deságua o rio Cuiabá, tiveram de ser removidas. A água chegou à altura do joelho em algumas casas.

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