Internacional

ONU: EUA, França e Rússia criticam escalada nuclear do Irã


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Washington - França, EUA e Rússia disseram estar preocupados com a escalada do programa nuclear do do Irã em uma carta assinada por seus embaixadores e entregue à Agência Internacional de Energia Atômica, organização ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo os três países, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, o enriquecimento de urânio a 20% por Teerã é injustificado - já que a proposta nuclear entregue pelas potências para a troca do material por combustível nuclear incluía garantias para o benefício do país.

A carta enviada hoje ao diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, é uma resposta ao argumento iraniano -reforçado hoje pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad- de que Teerã não aceitou a proposta nuclear das potências por não considerar os termos adequados.

“[Isto] é completamente injustificado. Se o Irã continuar com esta escalada, levantará sérias preocupações sobre suas intenções nucleares”, diz a carta, datada de 12 de fevereiro.

O documento diz ainda que a proposta para o Irã trocar urânio por combustível nuclear para produção de isótopos de uso médico -que anulariam o risco de produção de armas- continham garantias legais que seriam cumpridas.

A carta lista condições que “dariam garantias de nosso compromisso coletivo” para cumprir o acordo, além de “substanciais garantias políticas” de Washington.

As garantias incluiriam a AIEA assumindo a custódia do material nuclear iraniano como parte do acordo para a troca, um pacto de abastecimento e apoio técnico da AIEA para que o reator nuclear do Irã que produz isótopos médicos opere de maneira segura.

Os diplomatas disseram que a carta foi entregue à imprensa para refutar as declarações de uma autoridade iraniana de que as potências ofereceram um novo acordo para o Irã.

A carta foi recebida como mais um sinal do endurecimento da posição russa em relação ao programa nuclear iraniano.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, discursou ontem para estudantes de colégio na Arábia Saudita e alertou que, se o Irã efetivamente conseguir uma arma nuclear, vai causar uma grande corrida por armas nucleares no Oriente Médio. Hillary, que faz uma viagem pela região para conseguir apoio por sanções contra o Irã, alertou que esta situação pode criar problemas “muito perigosos”.

Ela afirmou ainda que a comunidade internacional não possui provas que sustentem o caráter pacífico do programa nuclear iraniano. Ao explicar para uma estudante do colégio saudita a razão de Washington pressionar o Irã quando Israel supostamente já tem armas nucleares, Hillary disse que Teerã alega que seu programa nuclear é para fins pacíficos, “mas que as evidências não confirmam isso”.

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