Olinda - Mais de 10 mil pessoas foram às ruas e ladeiras de Olinda (PE) para acompanhar o tradicional bloco do Bacalhau do Batata, que sempre desfila na Quarta-Feira de Cinzas.
O bloco, que já foi tema da escola Imperatriz Leopoldinense em 2007, foi criado há 48 anos pelo garçom Isaías Pereira da Silva, que tinha o apelido de batata. A ideia era fazer a festa para aqueles que, como ele, passavam os dias de Carnaval trabalhando. O bloco parte das ladeiras de Olinda, passa pelo Largo da Sé e termina na prefeitura.
Para um dos diretores do Bacalhau do Batata, Antônio Sena Rodrigues, também um dos fundadores do bloco e responsável por levar o estandarte, o importante é não deixar o Carnaval acabar. “Para desfilar, não precisa dinheiro. Basta ter disposição e querer participar da festa”, disse.
Acompanhada de 11 amigos, a japonesa Yukina Matsushita era uma das participantes do bloco. “É muito legal. No Japão não tem Carnaval e o povo aqui é muito alegre”, afirmou.
Morando em Pernambuco há dois anos, o representante comercial carioca Francisco Leal diz que a receita para participar do Carnaval por sete dias é a água de coco. “Tem que tomar bastante”, afirmou. Para ele, a diferença do Carnaval pernambucano para os demais é a diversidade. “É um Carnaval multicultural, democrático e, o melhor, de graça”, destacou.
O Carnaval no Recife só se encerra de vez no domingo, com o Camburão, que desfila na praia de Boa Viagem, no Recife, com os policiais que trabalharam durante todo o Carnaval.