Salvador - O tradicional arrastão que marca o encerramento do Carnaval de Salvador teve ontem participação pernambucana: o frevo do bloco Galo da Madrugada, que se apresentou pela primeira vez na folia baiana.
Convidado pelo cantor e compositor Carlinhos Brown, o grupo levou mais de 50 integrantes a Salvador, entre dançarinos, músicos e maestros. O repertório da apresentação alternou músicas de frevo e axé.
“A mistura não faz com que nenhum dos dois grupos perca sua identidade, mas reforça a integração cultural do Nordeste”, disse Rodrigo Menezes, vice-presidente do bloco. O Galo da Madrugada é considerado o maior do mundo pelo “Guiness Book”, o livro dos recordes.
O arrastão no circuito Dodô (orla) durou cerca de uma hora e meia. Normalmente, os trios elétricos fazem o percurso em entre quatro e seis horas.
Brown foi acompanhado por Margareth Menezes, Galo da Madrugada e cerca de 200 percussionistas vestidos com o uniforme oficial da seleção brasileira, lançado no último domingo em Salvador.
No final do trajeto, por volta das 12h30, Brown promoveu um encontro com os trios da Timbalada e de Ivete Sangalo. Eles cantaram “Na base do beijo”, hit da cantora neste ano.
Mais roubos
O número de roubos registrados no Carnaval de Salvador deste ano aumentou 19% em relação ao mesmo período do ano passado - de 84 para 100. No balanço divulgado ontem, o registro de rixas e furtos caiu.
Apesar de ter investido quase metade da verba total para a folia em segurança, o governo baiano não conseguiu atingir a meta anual de redução no índice de ocorrências policiais no feriado. Neste ano, a queda foi de 7,6% - a meta é 12%.
Na comparação com 2009, o número de rixas registradas caiu 59% e o de lesão corporal, 20%. O governo classificou o balanço da segurança pública na folia como “positivo”.
“Comemoramos as reduções, mas sabemos que ainda temos que melhorar em alguns pontos”, disse César Nunes, secretário estadual da Segurança, durante entrevista coletiva.
As agressões permanecem sendo a principal causa de atendimento em postos da cidade. Foram 1.379 casos envolvendo, na maioria das vezes, homens entre 20 e 29 anos.
Segundo a assessoria de imprensa do governo baiana, o aumento dos roubos na folia baiana foi “isolado num quadro de redução de crimes contra a vida, com o de lesão corporal, e de aumento do número de prisões e apreensões de drogas”.