Nesta disputa pelo poder entre PSDB e PT, em pelo menos uma coisa eles não divergem. Querem a todo custo que o cidadão ande menos de automóvel. Um contrasenso, uma vez que o país há pouco tempo atrás isentou de impostos a indústria automobilística, com esta batendo recordes de vendas. O PSDB, pelo assalto a mão desarmada chamado pedágio, no Estado mais rico da federação e, por conseguinte, o que arrecada mais impostos. O PT, pela omissão em deixar usineiros gananciosos mandarem e desmandarem nos preços dos combustíveis (etanol). O Brasil mostra-se incompetente, incapaz de criar e manter um programa alternativo para o mundo. Ficamos à mercê dos usineiros, que pouco se importando com a crise aqui produzem e põem preço de acordo com seus interesses. Se o açúcar está em alta, exporta-se açúcar, deixa-se de produzir álcool, encarecendo o produto aqui (esta história de excesso de chuva é balela). Pela importância do setor, o Brasil não poderia deixar na mão de empresários inescrupulosos, que visam exclusivamente o lucro, um setor vital para economia que é o combustível.
Estas ditas agências reguladoras que foram criadas para fiscalizar setores, (ANP/petróleo, Anatel/telecomunicaçoes, Aneel/energia elétrica, etc..) são, na verdade, criadas para empregar (ou se não foram, hoje são) os amigos, apaniguados políticos, atuando, ainda, na verdade, mais como advogados de defesas destas empresas, em prejuízo do cidadão. Segundo propaganda do governo, devemos nos orgulhar, pois a Petrobras ganha bilhões de dólares, bate recordes de prospecção de petróleo, torna-se das maiores empresas do mundo. Na Venezuela, o preço do combustível é $ 0,07 centavos, na Argentina e Estados Unidos,em torno de $1,00, então, o que adianta sermos autosuficientes no combustível?
Na verdade, chego à seguinte conclusão, pagamos caro, em parte pela ganância dos empresários, em parte pelo excesso de impostos que o estado arrecada, e o Estado arrecada muito pra manter a corrupção que grassa em suas entranhas, vide Senado (Sarney), vide caso Arruda, e outros.
João Jorge Nogueira