Na escola aprendemos a calcular determinantes, a história de Napoleão e também sobre a reprodução da planária. No entanto, não nos é ensinado as aplicações disso em nossa vida, isso se houver alguma. Sócrates pregava o ensino pelo autoconhecimento. Através de seu “conhece-te a ti mesmo”, ele considerava o diálogo a melhor forma de aprendizagem. Diferente da massificação dos conteúdos imposta pelas escolas de hoje.
Ao aluno não é ensinado como obter respostas, a ele são dadas as respostas. Então, ele as decora, faz sua prova e logo esquece a informação.
A escola tornou-se um lugar indesejado por eles. Se esses gostassem mais, o rendimento seria melhor. E para que eles gostem mais é necessária a reformulação de sua estrutura didática. Com um conteúdo não imposto e o equilíbrio entre a razão e a emoção é possível criar um ambiente mais agradável. O novo Enem propõe uma reestruturação na forma de avaliar o conhecimento. Entretanto, o exame sofreu alterações sem preparar seu público-alvo para essas mudanças.
O aluno, acostumado a decorar datas, fatos, nome e fórmulas, sente dificuldade ao realizar o novo tipo de prova, que traz as questões de forma interdiciplinarizadas.
É necessária a reformulação do método de ensino, necessário ensinar ao aluno o raciocínio lógico e, assim, fazê-lo entender a importância do conhecimento para a vida.
Guilherme Bighetti Platzeck