Botucatu - O Hospital das Clínicas de Botucatu/Unesp fez na madrugada de segunda-feira, a primeira captação de pulmão da história da instituição. O órgão, retirado de uma mulher de 34 anos que teve morte encefálica, foi transplantado com sucesso por uma equipe do Instituto do Coração (Incor) em São Paulo.
Em ação articulada entre as equipes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, os médicos que atestaram a morte encefálica, a Organização de Procura por Órgãos (OPO) e os profissionais que transplantariam o pulmão na Capital, foi possível obter alta qualidade no processo, o que beneficiou o receptor. O HC já havia feito outra captação de grande complexidade em 2009, quando um coração foi devidamente preservado e retirado para transplante.
O cirurgião cardíaco e coordenador da OPO do HC, Guilherme Henrique Bianchi Coelho, explica que os órgãos deterioram em pouco tempo quando retirados do doador, por isso a importância de agir rápido e com precisão desde o momento do diagnóstico de morte encefálica. Um fator que representa dificuldade para os transplantes de órgãos captados no HC é a distância com os centros que fazem a cirurgia no receptor. Vários deles ficam em São Paulo e a distância é um agravante.