Antigamente, antes de conhecermos a Bíblia, isto é, antes de podermos tocá-la com nossas mãos, toda a nossa família e todos nossos parentes e amigos falávamos a mesma língua quanto à religião, visto que acreditávamos ser certo o que nos era ensinado desde o púlpito. Todos concordavam na mesma fé e aceitavam os mesmos erros e tradições que há séculos eram ensinados e considerados como sagrados.
Ficticiamente, até, criavam-se histórias de pessoas bondosas que se tornaram santas, das quais eram feitas imagens e ilustrações para, por fim, serem adoradas, ao invés de lhes seguirem os exemplos, cujas imagens e ilustrações eram expostas nas igrejas e até hoje são mantidas ali com direito até a cultos, contrariando o 2.º mandamento da lei (Êxodo 20:4 a 6) do Deus, Criador dos céus, da Terra, dos mares e de tudo que neles há, que a escreveu com Seu próprio dedo (Êxodo 31:18).
Hoje, parece que, contrariando a lei do progresso e evolução da inteligência humana, que cada um de nós pode possuir uma Bíblia e estudá-la se quiser, andamos divididos por denominações religiosas, não falando mais a mesma língua quanto à fé, havendo até, por causa disso, desavenças nas famílias entre si mesmas; e, se todos concordam que Deus é um só e que a Bíblia é a Palavra de Deus escrita para nós, e, se a Bíblia diz: “Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos” (Salmo 32:8), “Assim diz o Senhor, o teu Deus: Eu Sou o teu Deus que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar” (Isaías 48:17 e 18), por que será que isto vem acontecendo?... Por quê? Por quê? Por que existem denominações religiosas que se ufanam por causa do seu louvor estridente e do seu sensacionalismo, e, dizendo-se avivadoras, deixam de pregar verdades tão claras das Escrituras?
Porque falta humildade! Porque falta consenso para se estudar as Escrituras Sagradas com oração fervorosa e suplicante ao Espírito Santo, invocando-O em Sua plenitude, para derramar sobre nós sabedoria que nos capacite absorver Suas verdades, sem paixão por essa ou aquela denominação, e assim escaparmos de continuar incluídos entre aqueles de que Isaias falou (Isaías 30:1, 9 e 10).
O verdadeiro avivamento não está no sensacionalismo e sim na obediência e adoração somente a Deus, e isso é fazer a vontade do Pai (Mateus 7:21, Romanos 2:13, Tiago 1:22).
Deus é imutável (Malaquias 3:6). Sua Palavra não pode ser alterada (Mateus 5:17 a 19 e Salmo 89:34). Em Deus não há mudança nem sombra de variação (Tiago 1:17). O Senhor é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13:8). Sua Palavra permanece para sempre (Salmo 119:89). A Palavra de Deus é a verdade (João 17:17). Estudemos o sermão da montanha (Mateus, capítulos 5, 6 e 7, inteiros) e saberemos o que é ser cristãos e como fazermos a vontade de Deus!!!
Nelson Coimbra