Internacional

Dubai identifica mais 15 suspeitos no assassinato de líder do Hamas

Folhapress
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Dubai - A polícia de Dubai anunciou ontem que outros 12 donos de passaportes europeus -seis britânicos, três franceses e três irlandeses- e três donos de passaportes australianos foram identificados como suspeitos pelo assassinato do comandante do grupo palestino Hamas Mahmoud Al Mabhouh.

O anúncio eleva para ao menos 26 a lista de suspeitos do crime que, segundo Dubai, foi cometido por membros dos serviços secretos israelenses, Mossad.

Mabhouh, um dos fundadores do braço militar do Hamas, foi encontrado morto em seu quarto em um hotel de Dubai no último dia 20 de janeiro, um dia após sua morte. Até então, a polícia de Dubai revelou que 11 pessoas - dez homens e uma mulher - são suspeitos de serem os responsáveis pelo assassinato. Eles utilizaram seis passaportes britânicos, três irlandeses, um francês e um alemão.

Segundo a polícia, cinco dos novos suspeitos são mulheres. Todos haviam chegado a Dubai procedentes de seis cidades europeias e de Hong Kong.

A polícia disse ainda que os suspeitos providenciaram “apoio logístico” para os assassinos.

“Nações amigáveis que estão auxiliando nas investigações indicaram para a polícia em Dubai que os passaportes foram emitidos de maneira fraudulenta e ilegal”, diz o comunicado da polícia.

A polícia de Dubai divulgou ainda as fotos dos passaportes e imagens de circuitos de segurança dos suspeitos. Dois deles, afirma, teriam deixado Dubai de barco, rumo ao Irã.

No comunicado, a polícia diz ainda que mais pessoas poderiam estar envolvidas no assassinato.

O uso de passaportes europeus pelos assassinos atraiu críticas do bloco.

Dubai acusa o serviço secreto israelense, Mossad, de ter realizado o assassinato. O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, disse que não há provas da participação israelense no caso.

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