Hebron - Mais de 300 palestinos entraram em confronto ontem com as tropas israelenses na cidade de Hebron, na Cisjordânia, no 16º aniversário do massacre de 29 palestinos por um extremista judeu em uma das salas do Túmulo dos Patriarcas.
O protesto contou ainda com a participação de várias dezenas de israelenses, entre eles o deputado do Partido Hadash, Mohammed Barakeh, informou a imprensa local. Os manifestantes marcharam pelas principais ruas da cidade. No começo da tarde, dezenas de palestinos, jovens em sua maioria, lançaram pedras contra as forças de segurança israelenses posicionadas junto ao Túmulo dos Patriarcas. Os soldados reagiram com balas de borracha e gás lacrimogêneo, dispersando o protesto.
Quatro palestinos já teriam sido presos.
Um porta-voz do Exército afirmou que “manifestações ilegais estão sendo realizadas em vários bairros de Hebron”. “Os manifestantes queimaram pneus e lançaram bombas incendiárias e pedras contra as forças de segurança, que se esforçaram por dispersá-los”, disse o porta-voz.
Ontem foi o quarto dia seguido de confrontos em Hebron. Os tumultos começaram depois que, no domingo passado, o governo israelense anunciou a intenção de declarar o Túmulo dos Patriarcas, que abriga uma sinagoga e uma mesquita, e o túmulo de Rachel, situada em Belém, parte do patrimônio nacional.
O local é sagrado tanto para judeus quanto para muçulmanos.