Entrelinhas

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Da Redação
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• Os viadutos

O secretário Municipal de Obras, Eliseo Areco Neto, repetiu ontem, em audiência pública, que a prefeitura não tem certeza se o Viaduto Mauá terá condições de ser recuperado, como aponta laudo preliminar. Assim, a licitação que será aberta em março vai pedir projeto executivo com avaliação em cima das hipóteses de reforma do que está interditado ou demolição. Tudo com os custos.

• O vizinho

Mas como o Mauá está quase colado no Viaduto 9 de Julho, na ligação com a Vila Falcão, se um tiver de ser derrubado o outro também sofrerá consequências. Assim, a licitação a ser aberta no próximo mês também vai avaliar a relação entre as alças. O secretário ouviu reação de vereadores - como Fabiano Mariano - em razão da demora na definição do caso. A interdição é do final de 2008.

• O inacabado

E aproveitando o tema viadutos, o prefeito Rodrigo Agostinho teria agenda, ainda ontem, com integrantes da empreiteira Camargo Correa para discutir a retomada das obras do viaduto inacabado sobre os trilhos da ferrovia, no Centro. A prefeitura já tem R$ 3 milhões para retomar a alça, mas a empreiteira certamente quer saber se o restante estará garantido. Há litígio entre as partes na Justiça.

• Troco do IPTU

Integrantes da base do governo municipal não deixaram de aproveitar ontem, durante audiência pública sobre as contas de 2009, a abordagem do secretário de Finanças, Marcos Garcia, lembrando que o IPTU teve revisão no governo Tuga, mas os vereadores preferiram reduzir o valor de mercado (venal) para cobrar o imposto em 50%. Agora, passados quatro anos, a planta está defasada de novo e a revisão vai ficar salgada. O alvo foi Marcelo Borges (PSDB), mas o atual prefeito era vereador à época e também discutiu a matéria.

• Aplicações

A performance das aplicações financeiras da Funprev em 2009 foi muito boa, o que permitiu acréscimo de receita de R$ 18,9 milhões para o fundo do servidor. A fundação arrecadou R$ 92,1 milhões contra R$ 73,2 milhões previstos no orçamento.

• Mais despesa

Mas os custos com administração interna na fundação também cresceram. Em 2009, a Funprev consumiu R$ 1,771 milhão para fazer sua estrutura funcionar, contra R$ 1,522 milhão em 2008. Isso representa mais de 15% de aumento na despesa. Embora o limite legal seja de até 2% das receitas (o que gera uma distorção em detrimento à realidade, com muita folga para aumentar gastos), o índice comparativo ficou além do desejável.

• Com endereço

O vereador Roque Ferreira fez perguntas para diferentes secretários ontem. Mas uma, em especial, parecia ter endereço certo. Ele foi ao microfone e pediu para que Fernando Monti (PR) explicasse quais recursos da Saúde têm origem de fora e quais são de investimento próprio. Fernando Mantovani estava ao lado para ouvir o que a União investe no setor em Bauru...

• Foram dispensados

Fernando Mantovani quis “inovar” e o resultado não foi nada bom. Ele fez, no mesmo dia, uma audiência para o fechamento das contas do governo local e outra para a execução do Plano Plurianual (PPA). O resultado foi que nem uma e nem outra saíram favoráveis, com o foco desviado para diferentes pontos. Além disso, DAE, Cohab, Funprev e Emdurb novamente foram dispensados de fazer apresentação de suas contas. Ele prometeu mudar o formato.

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