Regional

Polícia Civil desbarata fábrica de bebidas clandestina em Borebi

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Borebi - Após trabalho de investigação que durou mais de um mês, a Polícia Civil de Borebi (45 quilômetros de Bauru) desbaratou ontem uma empresa clandestina de fabricação de uísque localizada em um sítio na zona rural onde reside o presidente da Câmara do município, o vereador Waldir Haiub Brosco (PSDB), conhecido por “Tuto”. O irmão do parlamentar Willian Geraldo Haiub Brosco, que mora nos fundos da propriedade, assumiu a propriedade do material e foi autuado em flagrante por falsificação de bebida alcoólica.

A Polícia Civil conseguiu chegar até o sítio Nossa Senhora Aparecida a partir de investigação feita com base em denúncia anônima que informava sobre a falsificação de bebidas no local. Anteontem, a Justiça de Lençóis Paulista concedeu mandado de busca e, ontem à tarde, os policiais foram até o sítio onde encontraram o presidente da Câmara. “Em princípio, ele negou”, revela o delegado Jáder Biazon, que comandou a operação.

Depois, segundo o delegado, Waldir acabou confirmando que, há cerca de três meses, o irmão iniciou a produção de bebidas falsificadas na propriedade, que está no nome do pai deles, mas havia suspendido as atividades por conta de discussões entre eles, e garantiu que não havia mais nenhum produto no local.

Com a informação de que Willian morava nos fundos do sítio, a polícia foi até o seu quarto e acabou localizando grande quantidade de material usado na falsificação de uísque como essências com aromas, baldes com álcool de cereais, diversos lacres, além de centenas de garrafas de vidro e caixas para acondicionar as bebidas.

No interior da propriedade rural, em um quarto utilizado por Willian, na cozinha e na lavanderia, os policiais localizaram mais material ilícito, inclusive, algumas garrafas já lacradas e prontas para a venda. Nesse momento, o irmão do vereador chegou ao sítio e os policiais resolveram vistoriar o veículo que ele conduzia.

No carro, foram apreendidas diversas garrafas de aguardente com aroma de uísque, além de grande quantidade de lacres. O delegado acredita que a bebida, vendida legalmente em estabelecimentos comerciais, seja transferida para as garrafas de uísque e revendida como se fosse o produto por um preço bem superior.

Diante das evidências, Willian assumiu a propriedade do material e foi autuado em flagrante por falsificação de bebida alcoólica. Contudo, o delegado afirma que o presidente da Câmara foi ouvido e também será investigado, já que garantiu aos policiais que não havia nada de ilícito na propriedade antes do início das buscas.

Durante as investigações, segundo Biazon, deverá ser apurado para quem as bebidas eram vendidas. De acordo com ele, informações preliminares dão conta de que o produto era distribuído para casas noturnas de Bauru e região.

A Polícia Civil também deverá investigar a procedência das garrafas apreendidas, já que, em algumas delas, foram encontrados selos de uma tradicional empresa de bebidas com sede em Bauru, que o delegado acredita ter sido vítima da ação criminosa. A reportagem não conseguiu ontem localizar os acusados.

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