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Município tenta incluir segunda alça no PAC 2

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

No fim do mês passado, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) informou, com base em levantamento técnico, que a conclusão da primeira alça do viaduto custará R$ 10 milhões. Ele disse isso logo após ter assinado o contrato de repasse da verba de R$ 3 milhões, já concretizado, obtida por meio de emenda da bancada paulista na Câmara Federal, articulada pelo deputado federal Milton Monti (PR).

Ficam faltando agora mais R$ 7 milhões para chegar ao valor necessário, verba que ministros de Lula já sinalizaram que será garantida em 2010. Nesta segunda-feira, o prefeito se reúne com representantes da empreiteira Camargo Corrêa, no Palácio das Cerejeiras, para acertar o plano de execução da primeira alça.

Como o Executivo teve receio de retomar a obra sem ter o recurso restante para sua conclusão, Agostinho correu a Brasília. Lá, Agostinho garantiu que obteve dos ministros da Cidades, Márcio Fortes, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o compromisso da liberação dos R$ 7 milhões restantes para a conclusão da primeira alça do viaduto inacabado.

“Eu estava com medo de ter de parar depois a obra por falta dos R$ 7 milhões. Agora é possível chamar a construtora Camargo Corrêa para discutir a conclusão e encaminhar isso o mais rápido possível”, disse o prefeito ao JC na ocasião.

O próximo esforço agora será na tentativa de incluir a construção da segunda alça do viaduto na segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que será anunciado pelo governo federal até o final do mês de março.

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Rota de caminhões

O engenheiro de tráfego Aníbal Ramalho lembra que a partir de março deste ano veículos com peso bruto acima de 15 toneladas estarão proibidos de circular no Centro, no retângulo formado pelas ruas Cussy Júnior, Primeiro de Agosto, Antônio Alves e Azarias Leite. A tendência, segundo o engenheiro da Emdurb, é que esses veículos se utilizem também do viaduto para chegar à região Oeste da cidade.

Mesmo que o município não tenha condições de fazer as desapropriações necessárias para um escoamento ideal do trânsito, pelo menos uma obra é vista como indispensável para que os veículos não parem na saída do viaduto, na Vila Falcão: o alargamento da rotatória da Praça Espanha. Isto melhoraria o fluxo, mas pode não ser o suficiente para evitar o estrangulamento na rua Campos Salles, principal via de acesso ao bairro.

Para evitar que isso aconteça, o projeto original do viaduto prevê a construção de uma avenida que seria a continuação da Alfredo Maia. Ela seguiria paralelamente à linha férrea, cruzaria a Comendador José da Silva Martha e seguiria em direção aos residenciais Villagios até chegar à rodovia Bauru-Ipaussu.

A obra demandaria uma série de desapropriações, que custariam aos cofres do município algo em torno de R$ 30 milhões, segundo estimativas de profissionais do setor ouvidos pela reportagem e que preferiram ter sua identidade preservada.

A construção da primeira alça começou na gestão do ex-prefeito Antonio Tidei de Lima (PV). O contrato para a execução das obras foi assinado no dia 20 de abril de 1995 (veja quadro). O projeto original incluía dois viadutos com dupla mão de direção. Na época da assinatura do contrato com a empreiteira Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A, a obra foi orçada em R$ 37,5 milhões, mas com várias alças.

Atualmente, a execução do projeto original exigiria, aproximadamente, mais R$ 74 milhões para ser concluído em todas as suas etapas.

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