Regional

Alunos da Fatec de Jaú desenvolvem mini-submarino

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú – Em algumas instituições, o ensino técnico vai além do foco na prática, com o objetivo de atender à demanda das indústrias, muitas estimulam o empreendedorismo e cooperativismo de seus alunos. Prova disso é o projeto do mini-submarino criado por um grupo de professores e alunos do curso de tecnologia em construção naval da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Jaú (47 quilômetros de Bauru).

O projeto que recebeu o nome de Veículo Submersível Não Tripulado (VSNT) capta imagens submersas e as envia em tempo real a um monitor na superfície, permitindo inclusive a gravação do registro. Operado a distância, o mini-submarino é ideal para uso em inspeção de obras civis submersas, como pilares de pontes, cabos submersos e obras na área de gaseoduto ou oleoduto.

Luiz Alberto Sorani, professor responsável pelo projeto da Fatec Jahu, conta que este é o quarto modelo elaborado pelo grupo que existe desde 1995 e trabalha com o desenvolvimento de aparelhos submersíveis para uso em ambiente fluvial. O protótipo atual, o Jaú IV, é feito de poliamida P12, enquanto os outros três eram de fibra de vidro. A nova versão se caracteriza pelo tamanho compacto, com 60 centímetros de comprimento, em relação às precursoras (o Jaú II mede 2,66 metros de comprimento). “Nosso último modelo, que ainda está em construção, é portátil, fácil de ser transportado. Os modelos anteriores são mais robustos, maiores e dependem de guincho para serem levados até o local. Possuem uma logística mais complicada”, explica Sorani. “Essa mudança no tamanho é atribuída às novas tecnologias, além é claro da necessidade que vimos de fazer um equipamento mais fácil de ser levado de um lado para outro”, acrescenta.

Empresas concessionárias de rodovia, ferrovia, energia e navegação, portos, terminais fluviais e marítimos são potenciais clientes dessa tecnologia. O submersível também pode apoiar pesquisas ambientais, verificando, por exemplo, as condições do leito de rios.

De acordo com Sorani, atualmente existem equipamentos que fazem este tipo de trabalho, mas com preços muito alto. O desenvolvimento do submersível da Fatec é técnica e economicamente mais viável.

“Nossa ideia é desenvolver equipamentos, tecnologias para atender essa necessidade, porém de baixo custo. Não desenvolvemos um produto pensando em sair vendendo por aí”, explica. “Em primeiro lugar, pensamos no aprendizado do aluno, em ensinar, fazer com que os estudantes participem dos projetos e adquiram conhecimento”, acrescenta o professor.

O professor não soube informar quanto já foi gasto no desenvolvimento do mini-submarino, projeto que contou com financiamento do Consórcio da Hidrovia Tietê/Paraná e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O equipamento conta exclusivamente com sistema de captação de imagens e, apesar de atualmente não trabalhar com braços mecânicos, pode receber acessórios como sensores, garras e coletores.

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