Apesar de ser uma necessidade do mercado de trabalho, para o professor e doutor em educação Lourenço Magnoni Júnior não basta apenas formar “robôs qualificados” para atender as exigências das novas tecnologias, é preciso também formar um indivíduo com atitudes. “Sou contra a educação tecnicista à qualificação. Ela é importante em uma área específica, mas também há necessidade de construção de referencial no mundo profissional. Hoje, dentro da complexidade da tecnologia do mundo atual, o indivíduo além de ser um bom profissional, precisa ter potencial criativo, inovar, saber fazer leitura do mundo me que vive”, afirma Magnoni, que também é diretor da Escola Técnica Estadual (Etec) Astor de Mattos Carvalho, de Cabrália Paulsita (45 quilômetros de Bauru).
Segundo ele, o profissional deve ser comunicativo, consciente, participativo, precisa saber trabalhar em equipe e, claro, ser competente. “Enfim, um cidadão comprometido com a construção de uma sociedade democrático-participativa e cidadã”, frisa. “As instituições devem ter competência para acompanhar o ritmo de transformação para formar o profissional dentro deste contexto”.
Por fim, ele assegura que tanto no ensino técnico quanto no tecnológico, a reflexão sobre o conjunto científico, tecnológico e produtivo do mundo globalizado é crucial para definir qual modelo de produção e de sociedade será oferecido às futuras gerações.