Em 24/02/2010 (quarta-feira) participei de um evento no Salão de festas da Sagae, lá chegando às 19h30, com minha família e pela única via de acesso ao local, av. Inácio Conceição Vieira, localização da entrada do prédio. Estranhei o fato de haver cones impedindo o acesso dos veículos a uns 50 metros da entrada, mas algumas pessoas vestindo preto indicavam onde parar. Tratava-se de um estacionamento em plena via pública por R$ 10,00. Incon-formado pela sacanagem e havendo espaços na parte “externa” (leia-se, em plena via pública), ali estacionei.
Como recomenda o bom senso, liguei para a Polícia Militar (190) relatando os fatos e pedindo uma viatura que intercedesse ou mesmo esclarecesse aos proprietários dos 200 carros (aproximadamente) ali estacionados uma boa justificativa do fechamento da via pública (que possui postes de iluminação pública inclusive). Após duas ligações, entre 20h e 21h, bastante chateado, desisti do exercício de bom cidadão. Dizem que “desgraça pouca é bobagem”. Após o evento, às 23h, ao dirigir-me até o carro, fui surpreendido por um jovem branco batendo na janela e cobrando R$ 5,00 pelo estacionamento na parte “externa” (um outro de cor parda fazia o mesmo com os demais).
Como me neguei a pagar, fui ameaçado em não poder tirar o carro dali, com direito a gritos, tapas na porta e no teto. E, incrível: a maioria pagava com o medo estampado no rosto. Novamente acionei 190 comentando sobre o achaque coletivo, e mais uma vez ninguém apareceu. Com uma velocidade imprópria para o local, consegui sair livre, mas não livre da decepção. Afinal, cadê a polícia que tanto admiro? Que tanto defendo quando é atacada? Que acolhe tantos amigos meus em seu contingente? Não quero acreditar ser necessário um crime bárbaro, ser autoridade ou me utilizar de influência para ter atendimento. Acredito, para meu próprio conforto e justificativa, que todas as viaturas estavam empenhadas em ocorrências mais graves. Deixo o recado: quando for à Sagae, vá de táxi ou contrate um bom segurança.
Joel Machado