Santiago - Equipes de resgate usavam pás e marretas ontem no Chile para encontrar sobreviventes e vítimas do terremoto.
Centenas de milhares de casas e estradas na região central do Chile foram destruídas, em um duro golpe à infraestrutura do maior produtor de cobre do mundo e uma das economias mais estáveis da América Latina.
O prejuízo econômico causado pelo desastre estaria entre US$ 15 bilhões e US$ 30 bilhões informou a empresa de análise se risco Eqecat.
Alguns economistas projetam um profundo impacto na economia após o terremoto abalar setores da indústria e da agricultura das regiões mais afetadas, o que possivelmente vai pressionar o peso.
Em Concepción, a cerca de 500 quilômetros ao sul de Santiago, mais de pessoas podem estar presas em um edifício de apartamentos que desmoronou.
“Passamos a noite toda trabalhando, quebrando paredes para encontrar sobreviventes. O maior problema é combustível, precisamos de combustível para manter as máquinas operando e água para as pessoas”, afirmou o comandante da equipe de resgate, Marcelo Plaza.
A prefeita de Concepción, Jacqueline Rysselberghe, disse que a situação está “fora de controle” por causa da falta de produtos básicos.
O terremoto destruiu 1,5 milhão de casas, arrasou estradas e derrubou pontes, em um grande desafio de reconstrução para o presidente-eleito Sebastian Piñera, que assume a Presidência do Chile em duas semanas.
A mineração, uma das principais fontes de receita do país, sobreviveu ao terremoto e, segundo o governo, não terá problemas para cumprir com seus compromissos de exportação, embora algumas minas estivessem fechadas por falta de energia elétrica ontem.