Santiago - O presidente Lula fez ontem uma rápida parada em Santiago para se reunir com a colega chilena, Michelle Bachelet, e oferecer ajuda brasileira para ajudar o Chile a se reerguer do terremoto que abalou o país no sábado.
Lula se encontrou com Bachelet na base militar do aeroporto internacional de Santiago, fechado para o público comum desde o terremoto. Ele foi o primeiro mandatário estrangeiro a visitar o Chile desde o tremor.
O governo brasileiro anunciou que vai enviar um hospital de campanha da Marinha como um primeiro apoio às vítimas do terremoto do final de semana no Chile. A ajuda foi definida após reunião em Brasília em que o embaixador do Chile no Brasil expôs as necessidades de seu país.
A expectativa é que os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) com os equipamentos decolem nos próximos dias. Em entrevista coletiva em Santiago ao lado de Bachelet, Lula afirmou que todo avião da FAB que voar ao Chile voltará com turistas brasileiros que desejem deixar o país andino.
Há diversos pedidos de ajuda à embaixada do Brasil em Santiago. De acordo com o Itamaraty, 350 brasileiros ligaram para a representação diplomática em Santiago até hoje de manhã. O núcleo de assistência a brasileiros no Exterior, em Brasília, também recebeu centenas de ligações de pessoas que procuravam parentes no Chile -havia pedidos de informações sobre 1.000 brasileiros.
Além de hospitais de campanha para remediar a destruição de sete hospitais chilenos pelo tremor, o embaixador do Chile, Álvaro Díaz, solicitou ao governo brasileiro auxílio por meio da oferta de pontes modulares, geradores de energia, equipes para avaliarem danos em prédios e purificadores de água. “O tipo de ajuda que precisamos não é de água e alimentos”, disse o embaixador.
Díaz afirmou que, mais do que dinheiro, o Chile necessita de equipes especializadas que possam iniciar de imediato avaliações e reparos.
Uma questão ainda a ser resolvida entre as autoridades brasileiras e o governo chileno é como fazer chegar a ajuda aos locais mais atingidos pelo tremor e pelas ondas que varreram algumas partes do país, continua o embaixador. Uma possibilidade seria fazer o auxílio chegar pela estrada às cidades ao sul de Santiago.
Para discutir a ajuda,Lula deixou o Uruguai, onde foi participar da posse do presidente José Mujica, algumas horas antes e decidiu parar em Santiago para conversar com Bachelet.
Ainda em Montevidéu, Lula afirmou que não havia discutido a possibilidade de doação em dinheiro ao país, mas que “obviamente o Brasil estará disposto a dar uma ajuda financeira se o Chile precisar de ajuda financeira”.