Geral

‘Celular em presídio é como enxugar gelo’

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Considerando os boletins de ocorrências registrados pelos presídios, são frequentes as apreensões de celulares com visitas dos presos durante a revista e também dentro das unidades quando são feitas fiscalizações. No mês passado, por exemplo, numa blitz aos alojamentos do IPA de Bauru foram recolhidos 13 celulares.

Em dezembro de 2009, pouco antes da saída temporária dos detentos para o Natal e Ano-Novo, agentes apreenderam 39 celulares durante revistas nas penitenciárias 1 e 2 e IPA. Na ocasião, também foram localizados dezenas de carregadores e chips para celular. “É como enxugar gelo. Apreende um, entram dez”, afirma um agente penitenciário, que prefere não ter o nome divulgado, sobre a presença de celulares nos presídios.

Já tendo integrado a equipe que faz a revista dos detentos na volta ao presídio no final do dia após o expediente na área externa, o agente penitenciário afirma que é muito difícil celular entrar pela porta da frente. Porém, afirma que o detendo pode, com facilidade, jogar o aparelho sobre a muralha ou grade para que seu colega que esteja do lado de dentro pegue-o sem que a segurança perceba.

Em 2003, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) chegou a instalar bloqueadores de celular em alguns presídios, mas eles se tornaram obsoletos devido ao avanço tecnológico. “Rapidamente os presos descobriam como driblar o sistema. Era o Estado correndo atrás. Agora, nesta decisão liminar de Ribeirão Preto, é a própria operadora, que detém conhecimento tecnológico para oferecer o sinal, que terá de bloquear o sinal”, ressalta Pellegrino Bacci Neto, coordenador da Comissão de Segurança Pública da Subseção Bauru da OAB.

Comentários

Comentários