Marília - O estudante que explodiu uma bomba anteontem numa escola pública de Marília (100 quilômetros de Bauru) pode ser expulso da instituição. Ontem, como primeira punição, ele foi suspenso da Escola Estadual Professora Oracina Correa de Moraes Rodine, no Jardim das Pérolas, onde estudam 450 alunos. “Pode ser expulso, mas a expulsão vai depender da análise do conselho da escola, que vai se reunir depois que terminar a suspensão de quatro dias”, explicou Neusa Maria de Oliveira Seefelder, diretora da escola. A diretora preferiu chamar a expulsão de “transferência compulsória” para outra escola. “O aluno suspeito poderá ser transferido ou permanecer na escola”, acrescentou. A identidade do estudante, de 15 anos, é mantida em sigilo. Ele negou que tenha explodido a bomba na hora do recreio da manhã. A explosão provocou ferimentos leves no braço e na orelha de uma menina e de um menino, respectivamente. “O suspeito negou que seja o autor, não assumiu a responsabilidade. Não acredito em vandalismo. Acho que ele quis chamar a atenção”, completou Seefelder, acrescentando que outra bomba explodiu na escola no ano passado, sem causar ferimentos nos alunos ou danos materiais.
A Diretoria Regional de Ensino acompanha o caso com discrição. “Não posso colocar o aluno em uma situação vexatória. A lei não permite isso. Temos que recuperar alunos”, afirmou Rosemeiri Gonçalves Açafrão, dirigente regional de ensino. A explosão foi tachada de “caso grave” pela polícia. “Vamos apurar se a bomba é caseira ou junina”, comentou Ricardo Luiz de Paula Martinez, delegado titular do 4º Distrito Policial. Os pais do estudante poderão depor. “É bem provável. Os pais ou responsáveis poderão ser chamados para depor. Se o pai ajudou a fazer a bomba, se teve participação, poderá responder criminalmente”, completou o delegado.