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‘Empurrado eu não vou’, diz Aécio sobre chapa com Serra

Folhapress
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Brasília - Em meio à pressão de partidos de oposição para lançar seu nome à vice-presidência da República na chapa do governador José Serra (PSDB-SP), o governador Aécio Neves (PSDB-MG) disse ontem que não vai atender aos apelos dos oposicionistas enquanto for “empurrado”. Lembrando uma frase do avô, o ex-presidente Tancredo Neves, Aécio demonstrou não ser suscetível a pressões para integrar a chapa “puro-sangue” com Serra.

“Não adianta empurrar, empurrado eu não vou”, disse. Aécio disse que a frase foi usada por Tancredo em 1985, quando foi pressionado pelo então deputado João Amazonas para assumir “posições radicais” para a época. “O Tancredo respondeu com a frase. Então, vou repetir Tancredo: não adiante empurrar, empurrado eu não vou.”

Aécio disse que o seu momento como pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto terminou em dezembro, por isso cabe ao comando do partido o “controle” sobre a escolha do nome que vai representar o partido em outubro.

Aécio desconversou ao ser questionado, no Congresso, se o seu nome é mais “agregador” dentro do PSDB do que o de Serra. “Nem tem nem comparação. Eu vivi grande parte da minha vida no Parlamento. Estava revendo amigos de vários partidos, as amizades não têm fronteira partidária. Estou aqui (no Congresso) muito mais como representante da família do Tancredo do que outra coisa.”

Principal nome do PSDB na disputa presidencial, o governador de São Paulo, José Serra, aproveitou ontem cerimônia em homenagem ao centenário de nascimento do ex-presidente Tancredo Neves, hoje no Congresso, para, em discurso de candidato, resgatar para a oposição a bandeira do desenvolvimento social e esvaziar a tese de que o PT é o principal responsável pelos avanços do País. No discurso, Serra lembrou o radicalismo do PT e disse que o partido de Lula foi um dos principais beneficiários das mudanças implementadas, principalmente nos dois governos tucano.

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