Tribuna do Leitor

Saúde pública


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Está difícil a situação na área da saúde em Bauru. Desde 2007 fui encaminhada pelo médico do posto de saúde para fazer consulta com médico ortopedista. Ligaram em minha casa, perguntando se eu ainda estava interessada na consulta e respondi que sim. Isso aconteceu por duas vezes. Disseram-me para esperar, que eles ligariam novamente.

Como não ligaram mais, fui pessoalmente em 2009 até a DIR e me disseram para perguntar no posto de saúde onde estava o encaminhamento. Ia ao posto de saúde e falavam que estava na DIR. Voltei lá e disseram para pegar outro encaminhamento no posto de saúde. A funcionária disse que fizeram um mutirão e todas as pessoas que estavam aguardando consulta foram atendidas. Só que eu não fui chamada.

Só consegui outro encaminhamento porque a enfermeira do posto de saúde me encaixou, pois não havia mais números para consulta. Vamos ao posto de saúde, nunca tem vagas para atendimento. À tarde, já é colocado um cartaz, avisando que, no outro dia, não haverá vagas para atendimento. A pessoa madruga na fila e as vagas já foram preenchidas no dia anterior.

Por que antes íamos ao posto de saúde pela manhã e conseguíamos uma consulta, e agora quando chegamos lá, as vagas já foram preenchidas no dia anterior? Se marcam retorno para idosos, diabéticos, hipertensos tem que reservar vagas para o restante da população também. Como dizem que a porta de entrada para o AME é o encaminhamento do posto de saúde? Todos os dias o cidadão vai lá e o aviso já mostra que não tem número para consulta.

Mesmo com dois encaminhamentos, até hoje não fui atendida. Se você passar perto do AME, verá ônibus e ambulâncias de cidades de fora, como Lençóis Paulista, Cafelândia, Avaí, Dois Córregos, etc. A mesma coisa que fizeram com o Hospital Estadual. Enquanto isso, ao lado, a população de Bauru sofre, esperando ser atendida no pronto-socorro e ainda leva a fama que poderia ser atendida na Unidade Básica de Saúde. Está lá porque quer.

O povo de Bauru precisa acordar ou continuará pagando consultas, mesmo que não tenha emprego. Será que tudo isso não é pressão para que o povo de Bauru, pague plano de saúde? Por que os governantes estão preocupados em combater a dengue, a leishmaniose, se a população está morrendo de outras enfermidades por causa da dificuldade em se conseguir uma consulta médica?

Enquanto o governo não der solução para áreas como saúde, educação, emprego vai continuar construindo presídios. O AME não passa de propaganda política. Não se deixe enganar.

Nilza da Rocha Ferreira

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