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Deborah Secco é denunciada com casal Garotinho por desvio de verba

Folhapress
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Rio - O ex-governador Anthony Garotinho e a mulher, Rosinha Garotinho, foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro na última segunda-feira por improbidade administrativa, em inquérito que apura o desvio de cerca de R$ 58 milhões por meio de ONGs (organizações não governamentais) e empresas de fachada na época em que governaram o Estado.

Entre os 88 denunciados, incluindo o casal Garotinho, um nome chama a atenção, o da atriz Deborah Secco. Ela é filha de Ricardo Secco, que vinha sendo investigado pelas relações com a família Garotinho e é apontado como gerenciador de todo o esquema, tanto na contratação como no direcionamento de ONGs e responsável por receber o dinheiro.

Na tarde de ontem, a 3.ª Vara de Fazenda Pública concedeu liminar para quebra de sigilo bancário e bloqueio dos bens dos 88 acusados pelo Ministério Público Estadual.

“A ação foi baseada em provas já obtidas em outros processos. Estamos pedindo nesta quinta-feira a devolução do dinheiro desviado, além do pagamento de até R$176 milhões aos 88 réus. O bloqueio de bens é para assegurar o andamento do processo”, afirmou o promotor do Ministério Público Estadual, Vinicius Cavalleiro.

As investigações duraram pelo menos três anos. Concluído o trabalho, o Ministério Público estima em R$ 58 milhões os prejuízos causados aos cofres públicos. Na denúncia, os promotores identificam uma conexão entre o dinheiro usado na pré-campanha do ex-governador à Presidência, e verbas que saíram do governo do Estado.

Na denúncia, os promotores identificam uma conexão entre o dinheiro usado na pré-campanha do ex-governador à Presidência e verbas que saíram do governo do Estado. Segundo o MP, duas das empresas que contribuíram para a campanha, a Emprim e a Inconsul, receberam R$ 30 milhões dos cofres do Estado. Outra empresa, a Teldata, teria agido como intermediária do repasse de recursos das ONGs que prestam serviço ao Estado para a conta do PMDB.

O esquema, operado entre os anos de 2003 e 2006, começava com a contratação da Fundação Escola de serviço Público (FESP) por outros órgãos da Administração Pública Estadual - como as Secretarias de Educação, Segurança Pública e Saúde, o Instituto Vital Brasil, o Detran, a Cedae e a Suderj - para a execução de projetos elaborados em termos vagos e imprecisos que habitualmente envolviam o fornecimento de mão de obra terceirizada.

Na época, o empresário Ricardo Secco, pai da atriz Deborah Secco, era suspeito de repassar aos beneficiários do esquema de licitações, via organizações não-governamentais, recursos do governo do Estado, de acordo com as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

O Ministério Público também vê irregularidades na participação da atriz em propagandas oficiais do governo do Rio.

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