São Paulo - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga casos de pedofilia determinou ontem ao Google a abertura do sigilo digital sobre cerca de 1.200 conjuntos de dados e também fotografias publicadas no site de vídeos YouTube e na rede social Orkut.
O presidente da CPI, Magno Malta (PR-ES), afirmou que há um termo de conduta ajustado com o Google há dois anos para a criação de ferramentas de bloqueio a páginas que contenham material pornográfico com crianças e adolescentes.
No entanto, ainda assim foram encontrados conteúdos desse tipo em mais de 1.200 vídeos no YouTube, de propriedade da empresa.
O Google terá cinco dias, a contar do recebimento da comunicação, para repassar todos os dados. O objetivo é identificar o IP - número de identificação - do computador de onde partiu a postagem dos vídeos e fotografias contendo abusos sexuais a crianças e adolescentes.
Magno Malta explicou que, de posse desses números, será possível requerer a quebra de sigilo telefônico ao qual o computador está conectado e saber quem são os autores das postagens.
Quando foi acertado com representantes do Google o termo de conduta, a empresa requereu prazo de um ano para criar as ferramentas necessárias, com o objetivo de coibir o acesso a materiais de pornografia infantil.