Internacional

Ataques matam 17 em Bagdá; EUA são acusados de provocar defeitos em bebês

Folhapress
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Bagdá - Atentados deixaram ontem 17 mortos e dezenas de feridos em Bagdá, numa série de ataques lançada a três dias de uma eleição parlamentar tida como um teste crucial para a capacidade de o Iraque garantir sua segurança após a retirada militar americana, em 2011.

Os ataques visaram funcionários públicos que antecipavam sua ida às urnas por estarem convocados a trabalhar no pleito de domingo. Calcula-se que pelo menos dois terços dos 950 mil servidores aptos a votar a partir de ontem - primeiro dia de um feriado eleitoral que vai até segunda - sejam soldados e policiais.

O aparente objetivo da ação é desencorajar o comparecimento dos eleitores e reforçar a mensagem dos grupos rebeldes de que o governo é ilegítimo e incapaz de cumprir promessas de segurança. O braço iraquiano da Al Qaeda vinha prometendo há semanas força máximo para impedir o pleito.

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Crianças de Fallujah

Bagdá - Médicos na cidade iraquiana de Fallujah -palco de uma grande ofensiva realizada por tropas dos EUA contra insurgentes em 2004 - relataram um aumento no número de crianças que nascem com defeitos congênitos. O problema estaria ligado às armas usadas por soldados americanos.

Uma equipe da rede britânica BBC, em visita a um recém-inaugurado hospital na cidade, presenciou crianças que sofrem de paralisia ou problemas cerebrais. O número de bebês que nascem com problemas cardíacos também aumentou.

Segundo testemunhas ouvidas pela equipe, autoridades em Fallujah chegaram a alertar as mulheres da cidade para que não tivessem filhos.

A reportagem diz que médicos e pais das crianças acreditam que os problemas tenham sido causados pelas sofisticadas armas usadas por soldados americanos na ofensiva de seis anos atrás.

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