JC Criança

A caminho da escola

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 5 min

De ônibus, perua escolar, carro, bicicleta, de carona ou a pé. Não importa o meio de transporte usado, o que vale mesmo é não chegar atrasado e não perder as aventuras e as delícias que o caminho da escola podem proporcionar.

Todo dia é assim: acordar cedo, escovar os dentes, vestir o uniforme, verificar se está tudo em ordem com a mochila e ir para a escola com o papai. Depois dos estudos e brincadeiras com os amigos, chega a hora de esperar a mãe para voltar para casa. Assim como muitas outras crianças, esta é a rotina de Laís Ribeiro Rosa, 9 anos, que vai para a escola de carro com os pais.

Ir para a escola ao lado dos pais é bom porque dá para chegar mais rápido e com todo o conforto que o automóvel da família proporciona. Por outro lado, não se tem a companhia de outras crianças como nos transportes públicos.

“Eu acho muito legal ir para o colégio com meu pai porque ele me deixa na porta, me dá um beijo de tchau e pede para eu me comportar. Gosto desse carinho. E, quando minha mãe me busca, entro no carro e ela vem logo me perguntando sobre as novidades”, diz, animada, a menina, que adora a escola e quer ser veterinária quando crescer.

Normalmente, quem mora perto da escola vai caminhando. Neste caso, além de aproveitar para fazer uma atividade física, dá para aproveitar e observar o movimento da vizinhança. Quem tem o privilégio de morar pertinho do colégio onde estuda é Gabriele Manzato de Oliveira, 8 anos. “Minha escola fica a duas quadras de casa, então, vou e volto todos os dias a pé”, diz.

Mas nada de ir sozinha. Mesmo com a escola pertinho de casa, a mãe de Gabriele, Priscila Manzato de Oliveira, não descuida de sua pequena. É ela quem leva a filha para o colégio e a busca todos os dias. “Além de levar, espero no portão até o sinal bater e ela entrar na sala de aula”, diz a dona de casa. Já a menina diz adorar a companhia da mãe, assim as duas vão conversando pelo caminho.

Mas, e quando a mãe não pode acompanhar os filhos? Gabriele dá a dica: “Às vezes, isso acontece, sim. Então, eu vou com minha vizinha. O que não pode é ir sozinha porque a rua é cheia de carros que andam muito rápido e tenho medo”, conta.

Histórias de quem espera

Você já ficou ou fica muito tempo esperando por seus pais na saída da escola? Calma... Isso já aconteceu com todo mundo um dia e tem até suas vantagens. Gabriele Manzato de Oliveira, 8 anos, por exemplo, lembra que a avó esqueceu de buscá-la certa vez.

“Quase todo mundo já tinha ido embora e fiquei com a inspetora de alunos e alguns amigos. Mas não fiquei brava nem triste. Aproveitei para conversar com o pessoal enquanto esperava”, conta.

A mãe de Laís Ribeiro Rosa, 9 anos, também atrasa. E, como a menina adora as aulas de educação artística, sempre aproveita para desenhar e pintar enquanto espera. “Eu gosto de ficar na escola porque aprendo um monte de coisas, por isso não ligo quando meus pais atrasam”, afirma a garota esperta.

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Turma da perua

Você vai de perua para a escola? Conhece quem vai? Se as respostas forem sim, certamente já observou a alegria e a algazarra da turma animada que usa esse meio de transporte para ir e voltar do colégio.

Os irmãos Caroline e Felipe Valderramas Alves, de 12 e 9 anos, sabem bem como é a rotina dessa galerinha. Eles vão para a escola de carro, mas voltam de perua todos os dias. “O bom de ir de carro é que chegamos mais rápido mas, de lotação, conhecemos gente de outras escolas, conversamos com os amigos, ouvimos as piadas do motorista e nos divertimos muito”, ressalta Caroline.

Segundo Felipe, eles dividem a perua com mais nove crianças e já fizeram muitas amizades: “Podemos conversar e brincar, mas com limite. Quem bagunça muito vai na frente com o motorista”, conta. Os irmãos lembram que uma colega da perua ficava jogando objetos pela janela e, como castigo, passou um mês voltando para casa sentada perto do motorista. Diversão é bom, mas com respeito e limite, galerinha.

Passeio pela cidade

Além de fazer amizade com pessoas de escolas diferentes, outra vantagem dos transportes coletivos é que você pode conhecer um pouco mais sobre a cidade enquanto a perua ou o ônibus passa de casa em casa deixando os alunos.

As aventuras também são grandes. Caroline Valderramas Alves lembra quando a perua quebrou no caminho de volta para casa e ela e o irmão, Felipe, tiveram que esperar um tempão até a mãe chegar para buscá-los. “Na hora foi ruim esperar, mas aventuras sempre são boas para contar depois”, garante.

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Caminho seguro

Para chegar até a escola e voltar sempre em segurança, alguns cuidados precisam ser tomados.

Para as crianças

• Caso você vá para a escola a pé, ande sempre pelas calçadas e não atravesse a rua sem antes verificar que não vem carro.

• Nunca ande sozinho. O ideal é estar sempre acompanhado pelos pais, vizinhos, irmãos mais velhos, etc.

• Caso seus pais se atrasem, espere dentro da escola, nunca na calçada.

• Não converse nem aceite carona de pessoas estranhas.

• Se for dispensado das aulas por algum motivo, peça para o professor ou um funcionário da escola avisar seus pais.

• Toda criança deve saber o seu endereço, telefone, nome completo dos pais ou responsáveis e quem vai levá-la e/ou buscá-la na escola.

Para os pais

• Se o transporte coletivo for necessário, os pais devem sempre acompanhar o serviço e conversar com o motorista esporadicamente.

• Ao deixar a criança na escola, o pai deve esperar que ela passe pelo portão da instituição e receber um sinal de “ok” de algum funcionário.

• Fazer rodízio com os vizinhos para que sempre um adulto conduza um grupo de crianças à escola também é uma opção.

Fonte: Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo

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