Política

Chumbo leva a nova análise da água

Da Redação
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Depois de constatar a presença de chumbo na água no Aquífero Bauru através de poço localizado no aterro sanitário de Bauru, numa inspeção de rotina realizada recentemente, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) informa que nova amostra do líquido será retirada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e, caso seja constatada novamente a contaminação, a empresa informará a Cetesb sobre o problema.

A coleta de nova amostra deverá ser realizada ainda nesta semana no mesmo local onde foi identificada a contaminação. Essa amostra será encaminhada para análise em laboratório e, caso seja constatada novamente a presença de chumbo, um relatório oficial será elaborado e encaminhado à Cetesb.

A água contaminada por chumbo foi identificada nas imediações do aterro sanitário, em um poço superficial perfurado pela Emdurb exatamente para fornecer informações sobre possíveis contaminações causadas pelo lixo do aterro no lençol freático. “Utilizamos diversos poços nessa região para monitorar o aparecimento de contaminações no solo. Essa água é superficial”, afirma Rodrigo.

O prefeito frisa que está descartada a possibilidade de a água de poço distribuída à população pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) estar contaminada. “O aquífero que utilizamos para suprir Bauru fica a 400 metros de profundidade e o risco desse tipo de contaminação neste aquífero é mínimo”, define ele referindo-se ao Aquífero Guarani.

Além de estar a centenas de metros abaixo do Aquífero Bauru, que corresponde ao lencol freático superficial, o poço explorado pelo DAE mais perto do aterro sanitário esta a cerca de oito quilômetros do local. Rodrigo ainda lembra que os DAE monitora periodicamente a água retirada de poço antes de distribuí-la e não tem encontrado alterações.

Rodrigo disse que os resquícios de chumbo encontrados na água podem ser provenientes de lixo como materiais de construção ou baterias automobilísticas depositados no aterro. A chuva lava este material e os resíduos dos detritos são carregados para o solo, chegando ao lençol freático superficial.

Ele também lembra que a Prefeitura realiza constantes campanhas de coleta de materiais que podem gerar contaminação e não devem ser descartados no lixo comum, como é o caso das lâmpadas fluorescentes e baterias de celulares, mas que podem estar sendo encaminhados pela população ao aterro.

Para tranquilizar a população de que mesmo havendo contaminação do lençol freático superficial no aterro sanitário não há risco para os bauruenses, ele citou como exemplo o Parque Tangarás, localizado ao lado da fábrica de baterias Ajax, que foi fechada em 2002 porque estava emitindo partículas de chumbo pela chaminé. “A região possui problemas quanto à contaminação do solo por chumbo, entretanto, o poço localizado lá nunca constatou problemas de contaminação. Isso porque ele fica a 415 metros subterrâneos”, relata.

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