Tribuna do Leitor

Parabéns, mulher!


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Num mundo repleto de falsidade e corrupção, ouvi, passeando num dos supermercados da Cidade Sem Limites, proporcionador de um ambiente aprazível, o trecho de uma música que dizia, basicamente (sem muita precisão de minha parte), que a valentia de um homem termina quando a mulher vai embora. O que eu gostaria de dizer nesta data especial é que, evidentemente, o homem fica desnorteado, se perde quase que totalmente quando a pessoa amada deixa sua convivência. E, além disto, “lato sensu”, o que seria do homem se elas não existissem? Um “outdoor”, nesta urbe, nos Altos da Cidade, traz a frase: “As mulheres constituem a metade mais bela do mundo” (Jean-Jacques Rousseau).

É certo que nossas vidas, e o próprio mundo e suas incoerências, são abençoados pela existência do universo feminino. Nunca será demais dizermos que é facilmente perceptível o significado do trecho bíblico “o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19:6, Mc 10:9), porquanto traz consigo um vínculo espiritual mui forte. Outro dia pudemos constatar que um homem e uma mulher se casaram três vezes, após se separarem, os mesmos, duas vezes, evidenciando a existência e vontade divinas concernentes ao liame matrimonial e espiritual supracitado. Neste diapasão, claro fica a participação da mulher na esfera conjugal, devendo, por outro lado, ser ressaltada sua importância na missão de mãe, sendo preservada, pelo Criador, se permanecerem em fé, amor e santificação, com bom senso (I Tm 2:15).

Na realidade, o mundo foi povoado com a riqueza existente em torno da mulher, não obstante todas as deturpações reinantes na esfera sexual, em confronto com a vontade de quem as criou. Lembramos, neste ensejo, que a data diz respeito a episódios e conquistas históricas, como “ad exemplum”, a atribuição do próprio Dia Internacional da Mulher, na conferência internacional de Copenhague, na Dinamarca, em 1910; a reivindicação trabalhista, em 1857, de operárias têxteis, numa fábrica de Nova York, durante uma greve, quando aproximadamente 130 delas morreram incendiadas; a passeata, também em Nova York, em 1908, com mais de 14 mil mulheres, reivindicando, desta vez, o direito de voto, sob o slogan “Pão e Rosas” (o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma mulher com qualidade de vida), e, hodiernamente, a Lei Maria da Penha, já no cenário nacional, que tem tido o respaldo necessário dos órgãos que militam em torno da mulher, face a violência doméstica e familiar, dando a esta o amparo necessário, sendo fruto, a lei n.º 11.340/2006, de luta incessante de Maria da Penha Maia Fernandes, vítima de um algoz que a deixou paraplégica em face das lesões em sua pessoa, produzidas por disparo de arma de fogo, num contexto aterrorizador, com eco na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Elas invadiram nosso mundo. Voltem seus olhos, para, e.g., o município de Pederneiras (prefeita, juízas de direito, promotoras de justiça, delegada de polícia. Trata-se de uma invasão jurídico-penal feminina!). As Ieda, Tisa, Maíra, Juliana, Luciana, Ana Paula, Rita, Lígia, Roberta, Jéssica, Danielle, Sônia, Cláudia, Aline, Patrícia, Nilessa, Viviane, Marisa, Helen, Adrielle, Fernanda, Lourdes, Ana, Mila, Silvia, Lúcia, Débora, Mislene, Cláudia, Flávia, Nilma, Camila, Kátia, Graziela, Patrícia, dentre tantas outras, estão ao nosso redor: no mundo da imprensa, das letras, no âmbito estudantil, nos esportes, nas empresas, etc. Até nos lares, sim, a mulher Do Lar (dólar, como chamamos! Pelo seu valor imensurável!). Raríssimas, mas existem!

Por derradeiro, nunca contaminadas pelos sentimentos negativos e oscilações humanas, consequências do pecado e de uma vida longínqua de Deus, a mulher vive, soberana, com suas belezas interior e exterior, brilhando na passarela da vida, sabedora de que todos os dias lhe pertencem e que nós, homens, numa reciprocidade salutar, doa a quem doer, deveríamos aprender a amá-las como convém. Parabéns pelo seu dia, mulher! Ou melhor, por todos os seus dias!!!

Marcos Cremonesi – delegado de polícia assistente da Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher de Bauru – 2010

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