Vossa senhoria argumenta em seu artigo “PSDB: Estado mínimo e privatizante”(JC pág.2, 4/2) que “a última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial e, conse-quentemente, o crescimento (grifo meu) da candidata do PT, Dilma Rousseff, vem causando alvoroço no ninho tucano”(sic).
Ora, meu senhor, Dilma jamais vai crescer! Terá sempre a pequenez de quem participou de escolhas de companheiros a serem justi-çados, de quem conspirou, roubou, furtou (lembram-se do cofre do Adhemar de Barros, este, outro mau exemplo em todos os sentidos?) e usou meios clandestinos, e não dentro das normas do estado de direito, para reverter uma situação também fora da normalidade e da legalidade: a famigerada ditadura militar.
Em resumo, ela e mais tantos outros que devem ser ídolos do senhor Genaro, queriam derrubar aquela ditadura vergonhosa, de direita, para assumirem o poder, mas impondo-nos outra ditadura leninista/trotskista, de extrema esquerda. Ou seja, pretendiam implantar na Praça dos Três Poderes, em Brasília, um novo Kremlin, onde introduziriam, na marra, um também novo Soviete Supremo.
Com persistência e dentro da legalidade constitucional, nós, os civis, voltamos a ocupar o poder, onde até hoje, e por enquanto(!), predomina a norma democrática. Não é por outra razão que Lula e o PT estão, hoje, onde estão! Será que o mesmo aconteceria se fosse vitoriosa a "intentona" comunista da clandestinidade, nos idos de 1964?
Sobre o crescimento de Dilma (e eu diria sobre a pequenez de Dilma) talvez o articulista tenha tentado dizer que “o retrato do momento eleitoral”, expressão muito usada pelo Ibope, aponta uma ascensão da terrorista (quem foi sempre será- eles mesmos dizem assim!) na sua colocação nas pesquisas eleitorais... Será que é isso que o senhor Genaro tencionava dizer? Digo assim porque crescer, ela, Dilma, “jamais”(em francês mesmo)... Terá sempre uma postura de “Maria vai com as outras” e de subserviência ao presidente de honra do PT, e, creiam os leitores, assim sempre será.
Eu sei que nem deveria perder meu tempo comentando tudo o que a cúpula do partido político do senhor Genaro fez com seu subconsciente por meio de lavagens cerebrais, durante reuniões e seminários que o PT constantemente promove. As inverdades repetidas “ad infinitum” tornam-se, para os que se submetem a tal expediente, realidades. Essa é uma técnica bastante antiga, usadíssima por Joseph Goebbels. As conseqüências de seu uso pelos nazistas, todos sabemos...
O Estado de São Paulo (cujo brasão de armas ensina que “Pro Brasília Fiant Eximia”, ou seja, pelo Brasil, que seja feito o melhor), até meados da década de noventa do século passado, produzia cerca de 60% do nosso PIB, gerando em torno de 68% da carga tributária nacional. Essa estupenda montanha de recursos era repartida entre todos os estados federados do Brasil, e ainda ajudava veementemente nas despesas de custeio do país. Procure entender, senhor Fabrício, que foram justamente as descentralizações administrativas e de desenvolvimento, iniciadas por Itamar Franco e incentivadas e incrementadas por Fernando Henrique Cardoso(PSDB-SP) durante os oito anos de seu governo que descentralizaram, por conseqüência, a geração do PIB e dos tributos devidos ao Tesouro Nacional.
Isso, preclaro petista, é uma virtude e não uma desvantagem como o senhor, demagogicamente, quer fazer com que os mais desavisados creiam, no sentido de que tal decréscimo ocorre somente agora, e por desleixo do atual governo deste Estado. Assim já é demais porque, afinal de contas, Vossa Senhoria não está se dirigindo a um conselho ou uma comissão do seu partido, onde tudo é válido. Aliás, demagogia e populismo são itens de usos corriqueiros no seu PT. Ademais, “como nunca ninguém fez” e dando continuidade aos procedimentos a ele legados por FHC, outra coisa não tem feito Luiz Inácio, sempre acompanhado da bisavó do PAC, programa que não sai do papel. Então, elle pode! Os outros... não podem! Porque será?
Não é por outra razão, senão essa, que a participação de São Paulo no PIB nacional decresceu. Só assim é que o Criador conseguiu nos livrar da sina de que continuássemos a sustentar e suportar este nosso país continente. Oxalá, tal tendência se acentue cada vez mais.
Pelo visto - e pelo que deduzo - o articulista queria que nossos irmãos do Norte/Nordeste continuassem “pescando no rio de jereré”(sic Joubert de Carvalho) à custa de nosso suor. Não só dos paulistas, mas também dos mineiros, dos cariocas, dos capixabas, paranaenses, catarinenses e dos gaúchos. Estes, que já enfrentaram São Paulo na Revolução Constitucionalista de 1932, impondo-nos, e a todos os brasileiros, a ditadura Vargas. A bem da verdade, senhor Fabrício Carlos Genaro, o atual governo do PT não se cansa de fazer cumprimentos aos menos afortunados com o chapéu dos outros, por meio das famigeradas “bolsas esmolas”(todas elas e suas variantes). Essa é a realidade.
Agora, sejamos francamente sinceros: independentemente de colorações partidárias quem, dentre os seus companheiros, senhor Genaro, fez mais por Bauru que o deputado Pedro Tobias (PSDB) já fez, até onde suas atividades de deputado estadual permitem? Será que S.Excia, o deputado, merece o tratamento que já há algum tempo ele vem suportando, em silêncio, do rancoroso e barulhento Partido dos Trabalhadores, o PT?! Por que fazer pouco caso dos esforços cotidianos que o deputado tem despendido por nossa cidade?
Essas considerações são as grandes verdades que quaisquer cabeças pensantes e não obliteradas entendem sem muitos esforços. Já outras precisam de esforços extremos... Ou, muitas vezes, fazem que precisam se esforçar, por razões suspeitíssimas. Assim tenho dito e, assim, sempre repetirei?
João Guilherme Ortolan