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No 2.º dia, greve de professores em Bauru continua com baixa adesão

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 2 min

O segundo dia da greve dos professores da rede estadual de ensino continuou com baixa adesão em Bauru. Ontem, das 48 escolas estaduais, apenas a Ada Cariani Avalone, no Núcleo Mary Dota, teve as aulas suspensas no período da manhã e funcionou parcialmente no período da tarde. Hoje, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), pelo menos outras duas escolas devem suspender as aulas no período da manhã: Christino Cabral, no Centro, e Stela Machado, na Vila Souto.

“O movimento está crescendo. Estamos passando nas escolas e expondo a situação para os professores. Acho que, ao longo da semana, das 48 escolas estaduais de Bauru, umas 20 devem aderir à greve, pelo menos parcialmente”, diz Suzi da Silva, diretora estadual da Apeoesp. Através da assessoria de imprensa, a Secretaria do Estado da Educação informou que a adesão à greve ontem foi de apenas 1% dos professores de todo o Estado.

Edilene Aparecida Brito, mãe de um dos alunos da escola Ada Cariani que não teve aula na manhã de ontem, é a favor da greve e diz que os pais devem se esforçar para ficar com filhos nesse período sem aulas. “Eles (professores) estão lutando pelos alunos também, pela melhoria do ensino como um todo. Então, eu acho que eles têm razão e cada mãe deve fazer um esforço para ficar com os filhos nesses dias”, diz.

As principais reivindicações dos professores são a reposição salarial de 34,3% e mudança no sistema de atribuição de aulas para os professores temporários. A Apeoesp alega que o índice visa repor a perda inflacionária nos últimos anos. Quanto à atribuição aulas, a entidade quer que o critério na contratação dos professores temporários seja o tempo de experiência, e não a nota obtida na prova, como passou a ser feito neste ano.

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