Regional

Saúde autoriza uma UPA para Lençóis

Da Redação
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O Ministério da Saúde liberou recursos para a construção de mais dez Unidades de Pronto Atendimento (UPA) em São Paulo, sendo uma delas para o município de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). Classificada como de porte I, terá capacidade para fazer até 150 atendimentos médicos por dia, deverá ter no mínimo dois médicos por plantão - sendo um pediatra e um clínico geral - e mínimo de cinco a oito leitos de observação.

As UPAs desse porte atendem cidades que possuem de 50 mil a 100 mil habitantes. O andamento das obras é de responsabilidade dos municípios.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, o Estado receberá do governo federal R$ 17,6 milhões para obras e compra de equipamentos e, após a inauguração, mais R$ 1,4 milhão será destinado ao custeio mensal das atividades.

Os novos serviços deverão oferecer assistência de urgência e emergência 24 horas por dia e ajudar a desafogar os prontos-socorros dos hospitais locais, reduzindo filas.

Juntas, as dez unidades vão responder demandas de uma região com até 1,6 milhão de pessoas. As UPAs são divididas em três portes, conforme a capacidade de atendimento.

Do total de novos serviços, cinco são do tipo I - como a de Lençóis Paulista -, com até oito leitos e estrutura para atender 150 pacientes por dia cada uma, e quatro do tipo II, com até 12 leitos e capacidade para atender 300 pacientes por dia cada uma. Uma delas é do tipo III, que conta com até 20 leitos e atende até 300 pacientes por dia. Esta será instalada em Taboão da Serra.

Até o momento, o Ministério da Saúde liberou recursos para a construção de 97 UPAs em São Paulo, investimento de R$ 179 milhões em 2009 e 2010. Em todo o País, foram autorizadas 329 Unidades de Pronto Atendimento. O governo federal liberou R$ 656,2 milhões para obras e compra de equipamentos.

Serviços

As Unidades de Pronto Atendimento oferecem serviço de Raio X, laboratório para exames, aparelho de eletrocardiograma e atendimento pediátrico. Nelas, a população poderá resolver problemas como pressão alta, febre, cortes, queimaduras, alguns traumas e receber o primeiro atendimento para infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), entre outras enfermidades.

Quando o paciente chega à unidade, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por até 24 horas.

O projeto UPA 24h é uma iniciativa do Ministério da Saúde para reorganizar o fluxo de atendimento na rede pública, com o objetivo de melhorar a assistência oferecida à população. As unidades estão integradas à rede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), à rede básica de saúde e à Estratégia Saúde da Família.

Criada em 2002, a proposta integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e Emergências e baseou-se em experiências de sucesso em cidades como Campinas (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).

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