Santiago - A aprovação popular ao governo da presidente do Chile, Michelle Bachelet, manteve-se estável em 84% após a catástrofe que atingiu o país no último dia 27, segundo pesquisa de opinião divulgada hoje pelo instituto Adimark GfK. O índice é idêntico ao que Bachelet possuía na última pesquisa feita antes do desastre.
O terremoto de magnitude 8,8, seguido de maremoto em regiões costeiras do sul do país, causou colapso nos serviços de água, luz e telefonia. Nas áreas mais próximas ao epicentro, onde a devastação foi intensa, desencadeou onda de saques a estabelecimentos comerciais.
Bachelet admitiu erro dos órgãos administrativos federais que descartaram a possibilidade de maremoto após o tremor e recomendaram calma à população. O maior número de vítimas - até o momento foram identificados 497 corpos - ocorreu na região atingida pelo tsunami.
A reação da presidente à catástrofe foi alvo de críticas por setores da política, da academia e da imprensa e motivo de polêmica entre o governo e a Marinha, na discussão sobre as responsabilidades pela ausência do alerta de tsunami. No entanto, a pesquisa aponta 75% de aprovação ao seu desempenho na administração da catástrofe.
A principal cobrança feita à presidente por seus críticos refere-se ao tempo que ela levou para decretar “exceção constitucional por catástrofe” nas áreas mais devastadas, delegando às Forças Armadas o controle da segurança.