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A cidade reclama: O descaso com o espaço público

Da Redação
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Praças, parques, bosques e avenidas são geralmente os cartões-postais de qualquer cidade. E em Bauru não é diferente. Mas o Parque Vitória Régia, que é a maior área verde da cidade, palco de shows e eventos, simboliza esta série que o JC inicia hoje: está há tempos com banheiros quebrados e pichados, com calçamento quebrado, com galhos de árvores amontoados à espera de recolha etc.

O Bosque da Comunidade, do Jardim Dona Sarah, local de caminhada de muitos bauruenses e refúgio do barulho da cidade, padece de cuidado: tem lixo espalhado, bebedouro sujo e quebrado, banheiro fechado, cerca danificada, iluminação precária, entre outras mazelas.

São problemas pequenos. Mas no conjunto deixam a cidade muito feia, com o aspecto de abandonada. Se os visitantes notam estes detalhes, muito mais os bauruenses. E são eles que cobram ação da administração municipal, pois de maneira geral são problemas que não demandam muito dinheiro, apenas gestão para priorizar serviços e executá-los.

O JC, que inicia hoje uma série de reportagens sobre a conservação da cidade, ontem visitou o Parque Vitória Régia, o Bosque da Comunidade e a Praça Luiz Zuiani, no bairro Higienópolis. Entre vários problemas identificados, alguns deles causados pelos próprios munícipes, como a pichação e o lixo espalhado em áreas públicas, uma cena chamou a atenção: em plena quarta-feira à tarde, um grupo de adolescentes fazia piquenique na Praça Luiz Zuiani.

Quando terminaram de lanchar, as jovens utilizaram sacolas plásticas para recolher as garrafas e embalagens e levaram mais para casa devido à falta de lixeiras. Um belo exemplo para quem, anteriormente, deixou lixo esparramado pela área verde. A administração municipal reconhece a falta de manutenção das áreas verdes e vias públicas como um todo. Mas reclama que não dá conta de todo o serviço por falta de pessoal e dinheiro.

Especificamente quanto ao Bosque da Comunidade, o secretário municipal do Meio Ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, espera que o espaço ganhe cara nova graças a uma parceria com a iniciativa privada. O projeto de reforma inclui a reformulação das passarelas e sanitários, uma nova entrada e a instalação de equipamentos para idosos. Para a manutenção diária do Vitória Régia, a Semma destacou dois funcionários. Entretanto, a presença deles não tem sido suficiente para inibir depredações, como pichações, e lixo no gramado e na lagoa. “Pintamos toda a área do anfiteatro Vitória Régia no ano passado para o aniversário da cidade, mas logo já estava pichada”, comenta Silva.

Outra pasta que tem a função de cuidar da cidade é Secretaria das Administrações Regionais (Sear). O secretário Ricardo de Oliveira justifica que a secretaria está sendo reativada agora e ainda não tem condições de assumir todos os reparos por falta de recursos humanos e equipamentos. “Uma de nossas responsabilidades é cuidar das praças, mas até o momento só conseguimos fazer algumas pequenas manutenções porque ainda estamos em situação precária”, explica.Denuncie ao JC locais públicos depredados. Envie informações e/ou fotos para pauta@jcnet.com.br.

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