Lins - O médico e deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) participou na última segunda-feira de uma reunião com lideranças políticas e da Saúde para discutir a possibilidade da formação de um consórcio intermunicipal para ajudar no custeio e novos investimentos a serem realizados na tradicional Santa Casa de Lins, hospital referência da região e que enfrenta uma grave crise financeira.
Durante a reunião, o deputado voltou a defender uma efetiva parceria entre o governo do Estado e os oito municípios da microrregião de Lins como única alternativa para tirar a Santa Casa da “UTI”. “As prefeituras da região precisam formar esse consórcio para ajudar a administrar e a cobrar uma solução definitiva para esse hospital, que é um patrimônio de toda a região”, ressaltou Pedro Tobias, acrescentando que a discussão deve ser apartidária para melhorar o atendimento prestado aos milhares de pacientes carentes que necessitam do Sistema Único de Saúde (SUS).
Responsável pela tradicional Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, sediada no município paulista de Jaci, na região de São José do Rio Preto, o frei Francisco Bellotte também participou do evento realizado no prédio do Conselho Municipal de Saúde de Lins.
Na ocasião, apresentou uma minuta do projeto para assumir a gestão da Santa Casa de Lins, em parceria com o governo do Estado e com as demais oito prefeituras da região.
“Apresento aqui uma proposta de reestruturação da Santa Casa de Lins, que tem hoje uma dívida de cerca de R$ 17 milhões, e precisa de um novo modelo de gestão eficiente para sair da atual crise financeira e prestar um atendimento digno e humanizado à população de Lins e região. Mas, para isso, preciso do apoio político e financeiro dos municípios e suas lideranças”, disse o religioso, que já administra mais de 30 hospitais por meio de sua organização social de saúde.
Durante a reunião, os prefeitos manifestaram apoio à proposta e pediram mais detalhes para firmar a parceria com a Associação Lar São Francisco, uma vez que terão de pedir autorização das Câmaras Municipais para a formação do consórcio.