Tribuna do Leitor

PS - campo de batalha


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Aproveitando a oportunidade, parabenizo esta coluna onde podemos falar o que pensamos. Já estive no Pronto-Socorro e garanto que a experiência não foi muito agradável. Há funcionários que parecem lidar com animais! Não olham nos nossos olhos e se acham no direito de dar bronca em qualquer pessoa, por motivos banais, como aconteceu comigo mesma. Estive em 2009 no PS de Bauru, pois estava com gripe, e por ter passado pela Argentina, segui as recomendações que nos deram  no Aeroporto de Guarulhos.

Pois bem, dentro do plástico que protege o RG tinha um outro documento. Foi o que bastou para ser maltratada pela atendente no Pronto-Socorro. Eu disse que o outro documento não impedia de ver as informações necessárias do RG e a atendente, que não olhou sequer nos meus olhos, já apontou para um impresso, que informava sobre agressões a funcionários públicos. Ou seja, ela pode ser grosseira, mal-humorada, falar alto comigo (usou o microfone inclusive) e tudo por implicância com um papel que não a impedia de checar nenhuma informação. 

Mas sei que a agredida foi eu. Não respondi com grosserias, nem me exaltei. Mas os funcionários de la se acham no direito de nos maltratar e nos ameaçar, nos intimidar. Por isso quando ocorre qualquer coisa do gênero eu questiono. Será que realmente a pessoa partiu para a agressão apenas por não ter a 2ª. via da receita ou pela maneira que lhe foi falado?

E muito fácil acusar as pessoas, porém o justo seria ouvir as partes. E os funcionários públicos deveriam ser filmados. Sim. Eles sim precisam de monitoramento e lembrar que hoje somos nós lá, mas amanha poderão ser eles ou seus familiares e será que estes funcionários mal- humorados, sempre de cara fechada, gostariam de ser tratados como nos tratam? Duvido!

Aqui vai uma sugestão: por que os nossos repórteres não fazem uma espécie de câmera escondida? Tentem se disfarçar como pessoas muito humildes, falando errado e sejam um pouco mais lentos para retirar o documento necessário de dentro da bolsa. Sim, pois nem todos têm a idéia de retirá-los antes de ser chamado no guichê, que, por sinal, demora e muito para nos chamar. Em agosto de 2009, quando estive lá, tinha apenas 10 pessoas na minha frente e a espera foi por quase 2 longas horas! E depois vem a espera para a triagem, e aí chamavam aquela fila de 20 pessoas, e enfrentávamos outro mal-humorado, o médico. Lamentável. 

Luciana PRS Pereira

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