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Chile: Piñera assume; seguradora calcula prejuízo em US$ 7 bi

Folhapress
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Santiago - Primeiro representante da centro-direita a chegar ao poder após a ditadura militar chilena (1973-1990), o político e multimilionário empresário Sebastián Piñera, 60 anos, assume hoje, em Valparaíso, a Presidência de um país diferente do que o elegeu há dois meses.

Quando derrotou o candidato governista Eduardo Frei, no último dia 17 de janeiro, Piñera avistava para o Chile quatro anos de céu de brigadeiro. Amparado na estabilidade econômica do país, projetou expressivo crescimento durante seu governo, que sucede a gestão de Michelle Bachelet, aprovada por 84% dos chilenos.

O cenário mudou às 3h34 do último dia 27, quando um terremoto de magnitude 8,8, seguido de maremoto na costa sul do país destruiu estradas, pontes, milhares de casas e sedes de empresas, infraestrutura de água, luz e comunicação. Os custos da reconstrução são estimados em até US$ 30 bilhões, e o prazo previsto para reerguer o país é de até quatro anos - justamente a duração do mandato de Piñera. Nos dias seguintes à catástrofe, Bachelet admitiu preocupação com o aumento do desemprego, provocado pela literal destruição de postos de trabalho.

Piñera teve de readequar seu programa de governo às exigências da reconstrução. Ele anunciou que pedirá modificação do Orçamento que já estava aprovado para 2010 e decidiu que seu primeiro gesto como presidente será uma visita à devastada cidade de Constitución, que registrou o maior número de vítimas fatais do desastre - até o momento foram identificados 497 corpos de vítimas em todo o país.

Seguro

O terremoto provocou perdas estimadas entre US$ 4 bilhões e US$ 7 bilhões, disse ontem a seguradora suíça Swiss Re. A companhia suíça informou que espera pedidos de indenização de quase US$ 500 milhões.

Segundo a Swiss Re, é comum no Chile que proprietários de residências, estabelecimentos comerciais e armazéns industriais contratem seguros contra terremotos com entidades privadas.

Assim, são esperados inúmeros pedidos por danos em edifícios e por interrupções de negócios, um dinheiro que facilitará a recuperação econômica das regiões afetadas.

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