Pesca & Lazer

História de pescador: Pescaria no rio Coxim


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No ano de 1982, armamos nossa caravana para irmos ao rancho do José Carlos de Campo Grande, na cabeceira do rio Coxim, nas proximidades de Camapuã. Estávamos em 15 pessoas (não vou me lembrar de todos). Entre eles, João Padovini, João Ovo, Orlando Riguete, José Irio (Careca, meu irmão), todos já falecidos, mais Felipe Matheus, Raja Mattar, Nelson Giraldi, José Maria, Ziquinho, Miche, e eu (Dunga).

Saímos de Bauru em um caminhão baú 608, com adaptação de uma porta tipo grade na traseira do baú, para ventilação, pois na cabine cabiam o motorista (careca) e mais um acompanhante (o senhor João), que gostava de contar suas piadas, assim distraia o motorista para não dormir ao volante.

Imaginem o conforto dentro do baú: toda a tralha de pesca de 15 marmanjos, caixas enormes de gelo, cerveja então nem se fala, mantimento e água potável, pois se acabasse qualquer coisa não teria como repor, por causa da distância de Camapuã, isso tudo e mais 15 marmanjos amontados.

Chegamos no rancho depois de muito sofrimento, pois imagine viajar por mais de 30 quilômetros em estrada de terra vermelha, com a porta traseira aberta pra entrar ventilação, e o que mais entrava era terra vermelha. Imaginem como ficou a tralha e o pessoal. Mas compensou o sacrifício, pois o lugar era de uma beleza imensa, rancho simples, mas confortável. Havia na frente uma cobertura de sapé, onde aconteciam as churrascadas, cervejadas e trucadas.

Bem, vamos à pescaria: na caravana havia três ou quatro pescadores, os outros foram só pra beber e comer, e jogar truco. Já que a pescaria era pesada, pois tinha que armar redes nas lagoas cheia de sucuri, que era para iscar os anzóis de galho, e correr os mesmos várias vezes ao dia.

Em uma dessas corridas dos anzóis de galho, logo ao amanhecer, em uma das folhas de coqueiro que havia caído no barranco, um dos anzóis de galho que amarramos havia peixe fisgado. Desliguei o motor e encostei com remo, para o Padovini e o Miche tirassem o peixe. Foi quando escutamos rio acima um alvoroço, liguei o motor para ver o que estava acontecendo, pois era na curva e não tinha visão do rio.

Foi quanto avistamos um cardume de corimbas saltando para todos os lados, para escapar do ataque do enorme pintado que partiu para cima deles, só que o coitado do pintado não levou em conta que ali existia uma prainha com corredeira bem rasa, com 10 centímetros de fundura.

Nos aproximamos para segurar o peixe antes que ele voltasse para o fundo, foi quando o senhor João Padovini e o Michel pularam sobre o baita peixe, sem saber o perigo que estavam correndo, com os três ferrões que existem no peixe. Mas, enfim, correu tudo bem.

Retiramos o peixe, que pesou 47 quilos e para provar a façanha vai a foto do enorme peixe acima.

Dunga é pescador e contador de histórias

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