Polícia

Incêndio em barraco faz uma vítima

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Atravessando um período de alta incidência de incêndios em terrenos baldios e imóveis, Bauru registrou ontem uma ocorrência que não só causou prejuízo material, como também fez uma vítima. Uma moradora da favela do Jardim Europa teve queimaduras leves em um dos braços ao tentar apagar as chamas que acabaram consumindo seu barraco e todos os seus pertences.

O barraco, localizado próximo à linha férrea, era o endereço de Ana Paula Ramos Lopes e seu filho de 9 anos. Fortuitamente, nenhum dos dois estavam no local quando o incêndio começou, mas ao chegar em casa, por volta das 16h30, o garoto notou que parte da residência estava em chamas. “Quando vi que a casa estava pegando fogo, eu saí correndo para chamar minha mãe”, relata o menino.

A criança correu para avisar a mãe, que estava próxima ao local. Quando chegou e viu as labaredas em sua casa, Ana Paula se desesperou e, sem pensar, pegou uma mangueira para tentar apagar o incêndio. “Não tinha o que fazer, mas não dava para ficar parada olhando minha casa ser destruída. Infelizmente não adiantou, agora perdi tudo”, desabafa.

Ela tentou entrar na casa, mas as chamas já haviam tomado conta dos cômodos, deixando a mulher com a única alternativa de molhar o barraco a certa distância para tentar conter o fogo. Mas foi em vão. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, a casa estava totalmente destruída e a mulher reclamava de dores no braço direito.

Ana Paula teve o braço chamuscado por ficar muito tempo próxima ao incêndio, quando tentava apagá-lo. Depois que a situação foi controlada, como sentia fortes dores no braço, ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central.

O tenente Eduardo de Souza Costa, que comandou a operação na favela do Jardim Europa, relatou que os bombeiros evitaram que o fogo se espalhasse para as demais residências, mas lamentaram não conseguir salvar a casa de Ana Paula. “A gente chegou e o fogo já tinha destruído toda a estrutura, então fizemos o combate para não deixar as chamas se espalharem para as casas vizinhas. O problema é que o fogo se alastra muito rápido em construções de madeira, ainda mais com esse tempo seco”, lamenta.

Depois do susto, moradores da favela começaram a reclamar da falta de estrutura para as casas. “A prefeitura tem que fazer algo para a região. O Rodrigo (Agostinho) veio aqui e falou que ia trazer luz, ele prometeu, mas até agora nada. Precisamos usar velas e o risco de acontecer um acidente aumenta”, reivindica Rosemiro Ramos Lopes, irmão da mulher que teve sua casa consumida pelo fogo.

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Abrigada

O coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, que acompanhou o combate ao incêndio no barraco na favela do Jardim Europa e deu apoio à moradora do imóvel, informou que Ana Paula Ramos Lopes ficaria alojada temporariamente na casa de seu irmão, que mora próximo ao local.

Ela recebeu colchões e travesseiros da Defesa Civil, que a encaminhará para atendimento social hoje na Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes).

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