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Atendimento em delegacias é inadequado, diz estudo

Folhapress
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Rio - A maioria das delegacias do país presta atendimento inadequado à população, segundo pesquisa da Terceira Semana de Visitas às Delegacias da Altus, aliança de ONGs e centros acadêmicos de vários países.

Apenas Brasília e Rio têm unidades adequadas. O estudo avaliou serviços de 235 delegacias de nove Estados e 1.014 de outros 18 países, em outubro de 2009. A pesquisa avalia atendimento e eficiência policial, como resolução de crimes. “As delegacias divulgam muito pouco do que fazem. Não é divulgado o número de crimes, o número de inquéritos apurados e, principalmente, os meios de a população reclamar”, afirma a coordenadora nacional da pesquisa, Ludmila Ribeiro.

Para ela, as condições de detenção são precárias na maioria das delegacias. Foram avaliados os Estados de São Paulo, Rio, Minas, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Ceará, Pará e Goiás.

Em primeiro lugar no País ficou a 23.ª DP, no Méier, zona norte do Rio, mas foi avaliada apenas como “adequada”, em uma classificação que tem “totalmente inadequada”, “inadequada”, “adequada”, “mais do que adequada” e “excelente”.

Segundo Ribeiro, a 23.ª DP possui condições materiais excepcionais, é limpa e organizada, além de estar de acordo com as regras mínimas para o tratamento do preso provisório. O delegado faz reuniões semanais com lideranças na tentativa de aproximar-se da comunidade.

Em segundo lugar ficou a 2.ª DP de Porto Alegre, seguida pela 37.ª DP (Campo Limpo), de São Paulo - nesta última foi destaque a criação de uma brinquedoteca. Nesse quesito, destacou-se ainda a 12.ª DP (Copacabana), do Rio, que oferece defesa pessoal aos idosos.

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