Ao passarmos pela avenida Pinheiro Machado, deparamo-nos com um quadro desolador, pois o Córrego da Grama, que fora despoluido, virou um depósito de lixo, não somente ao redor do córrego, mas também no interior do mesmo, demonstrativo cabal da ignorância, falta de respeito ao meio ambiente de certa camada da população. A placa indicativa de que o córrego esta despoluido e pedindo a ajuda da população para mantê-lo, outrora pichado, agora está com partes arrancadas e em breve não mais existirá. Poderíamos aqui criticar o poder público, mas não o faremos, pois vemos que é a população que não está colaborando.
Mesmo que se limpe o córrego, se coloque nova placa, tudo voltará como antes, pois os “sujismundos” estão a todo vapor. Até seria interessante uma reportagem sobre tal córrego, mostrando sua situação calamitosa. Bem , mas aí o que vai acontecer? O poder público determina a limpeza, quiçá no interior do corrego, e coloca nova placa, mas aí os inimigos do meio ambiente atacam de novo, e tudo “volta dantes como no quartel de abrantes”. O que é necessario nesse caso é a repressão, com a criação de uma guarda ambiental, que servirá, evidentemente, não somente para fiscalizar esse córrego, mas outras áreas.
Queimadas, depósito de lixo e entulho em áreas de preservação ambiental, e outro fato revoltante: o grande desperdício de água na lavagem das calçadas. Talvez a psicologia diria que tais pessoas possuem a “síndrome do chafaris”. Mas não basta somente a norma proibitiva, tem de haver uma fiscalização eficaz. Se a população não possui consciência ambiental, a repressão é a solução. Aos “poderes constituidos”, solicitamos: vamos criar a guarda municipal ambiental? E o desperdício de água? Era inconstitucional para os vereadores criarem a norma, agora cabe ao senhor prefeito municipal. Ah, aproveitando a deixa: e a usina de entulho que há cerca de dois anos foi prometida e se dizia que já estava tudo certo?
O autor, Amilton Marques Sobreira, é presidente da Associação SOS Cerrado de Bauru