Tribuna do Leitor

BBB 11, Não!!!!!!!


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Tenho a imensa curiosidade em saber se as famílias do sr. Pedro Bial, dos patrocinadores e da própria emissora recomendam, para seus filhos e familiares, o programa Big Brother Brasil. Vejo uma verdadeira agressão à moral, à ética e aos bons costumes da família, bem como às pessoas sensatas. Penso que este tipo de programa é um “câncer” na sociedade.

Confinar jovens sarados, com diferentes ideologias, com seus hormônios borbulhando, e filmá-los o dia inteiro é uma maldade com eles e com quem assiste. É um grande culto ao corpo e ao ócio. Mas o que me assusta é que a sociedade está participando ativamente deste jogo: tive a informação de que no último paredão houve o impressionante número de 92 milhões de ligações! Chega de BBB, um programa que não leva a lugar nenhum e, o pior, mostrando uma era em que tudo pode. Poderíamos solicitar programas melhores.

Sinto falta de um posicionamento firme das religiões: Católica, Evangélicas, Espíritas e demais, das entidades organizadas. Não seria a família e os jovens o ponto de convergência para um verdadeiro ecumenismo? Pois não observo qualquer movimento organizado contra os abusos destes programas, novelas e outros. Até quando as igrejas vão ficar cuidando dos doentes, em vez de combater as doenças?

E os jovens que estão espalhados no interior deste Brasil e veem uma realidade tão deturpada parecendo algo normal? Certamente não vamos acabar com esse tipo de programa, mas precisamos nos preocupar e nos posicionar, ensinar nossos filhos e jovens ao nosso redor a ter discernimento, serem críticos sobre as coisas que estão por vir neste mundo - que está ficando tão veloz em informações e sacanagens.

Alguém pode pensar o meu filho não assiste ao BBB, mas é possível que o amigo dele assista, ou seja, estamos todos no mesmo barco. O programa BBB já está acabando e a Copa do Mundo de Futebol começando. Será que já existe alguma programação após a Copa para os alienados ou aqueles que não se importam?

A TV está transformando, embaixo do nosso nariz, os telespectadores em pessoas vazias e pobres de espírito. Que tipo de perfil queremos para o futuro de nossos jovens? Escutei a pergunta: "Como combater esse tipo de programação?" Acredito que a resposta é muito simples: desligando a televisão e conversando.

Renato Parreira - pai de família

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