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Honra ao mérito

Nilson Costa
| Tempo de leitura: 3 min

Para os que acompanharam os passos do jovem empresário Marco Antonio Pereira desde o aparecimento entre nós da indústria Plasútil transformando-a em poucos anos num dos pilares da economia local, fica muito difícil imaginar que nosso Poder Legislativo possa concretizar o desestímulo pretendido por alguns vereadores.

Trata-se de parecer contrário, emitido por uma das comissões permanentes daquela Casa, a projeto de lei que, em atenção a proposta do Executivo, trata de legalizar a cessão de pequena faixa de terra ao lado da Plasútil. A empresa, baseada em incentivo implícito da prefeitura, já vinha cuidando de ampliar seu complexo localizado no DI-1. Contratos de fornecimento a compradores de inúmeros países, bem como do mercado interno, levaram Marco Antonio a tentar viabilizar sua nova expansão.

Para quem não sabe, é preciso esclarecer: a Plasútil é sem dúvida uma das maiores pagadoras de impostos da região. É também uma das maiores empregadoras da cidade, com centenas e centenas de trabalhadores de carteira assinada. Ao expandir suas instalações nesta etapa, estará acrescentando maquinários e mais algumas centenas de assalariados em seus quadros. Rejeitar a regulamentação da área de terra com a qual a Plasútil já contava, tanto que cuidou de adaptá-la aos fins desejados, representaria não só menosprezo a contribuição de Marco Antonio e sua equipe ao desenvolvimento financeiro de Bauru, como também como um recado desestimulante aos demais empreendedores interessados em investir aqui.

Não me passa pela cabeça interceder na livre manifestação dos senhores vereadores, mas, pelo amor de Deus - como admitir neste momento de retomada do desenvolvimento regional - o passa-moleque naqueles que a partir quase do zero, apostaram na cidade e em seu futuro, rejeitando inclusive recentes propostas muito mais vantajosas para levar daqui o gigante de plástico implantado no nosso primeiro distrito industrial.

Lembro-me de que o pai de Marco Antonio - o ferroviário da NOB Sebastião Pereira da Silva, um líder sindical - em meados do século passado, cuidava nas horas vagas de montar nos fundos de seu quintal estatuetas de gesso para melhorar o minguado salário da ferrovia. Daí, provavelmente, interesse despertado no filho pelos negócios que sairiam do Jardim Bela Vista para se transformarem na internacional Plasútil.

Quando prefeito, fui solicitado, juntamente com vereadores da época, a incentivar a Plasútil a dar os passos que a levariam a aumentar sua posição de maior destaque que hoje ostenta. Centenas de empregos foram criados ali no DI, em área que antes não passava de final de rua sem utilização prática. Valeu a pena. Quem tiver dúvidas, basta consultar na prefeitura os dados financeiros e empregatícios resultantes daquele ato de coragem do jovem empreendedor Marco Antonio.

Redijo esta carta antes da apreciação do projeto de lei aqui mencionado. Queira Deus que o bom senso impere, afinal, e possamos assistir a mais um impulso desenvolvimentista no DI-1.

Independente de aprovação ou não da propositura aqui tratada, parte do mal já foi perpetrada: desprezou-se de público, em debates na Câmara, a incontestável contribuição, até aqui, da Plasútil na valorização de nosso parque industrial. Ainda há tempo para corrigir o mal e dar a César o que é de César.

O autor, Nilson Costa, é ex-prefeito de Bauru

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