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Venezuela: só no fim de semana, 67 foram assassinados na capital

Folhapress
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Caracas - Há três semanas, a advogada Joaquina Alsina, 53 anos, e sua filha, Oriana, 20 anos, foram encontradas queimadas e baleadas depois de serem sequestradas num bairro de classe média de Caracas. Dias depois, três membros da Polícia Metropolitana, controlada pelo Ministério do Interior, foram presos após manter uma mulher em cativeiro dentro de uma delegacia de polícia.

Esses foram os casos de maior repercussão do recente aumento da criminalidade na capital venezuelana, que acaba de atravessar o fim de semana mais violento do ano. Entre a última sexta à noite e a madrugada de segunda, foram 67 assassinatos, entre ajustes de contas, balas perdidas e latrocínios - um camelô foi assassinado por não entregar os sapatos e o celular.

Estatísticas extraoficiais divulgadas na semana passada pelo Observatório Venezuelano da Violência (OVV) mostram que Caracas registrou 140 assassinatos por cada 100 mil habitantes no ano passado.

No mesmo período, ocorreram 16.047 homicídios na Venezuela, 3,5 vezes mais do que os 4.500 de 1998, último ano antes do governo Hugo Chávez. O país tem cerca de 28 milhões de habitantes.

Em comparação, o Estado de São Paulo, com uma população de pouco mais de 41 milhões, registrou 4.771 homicídios em 2009, o que representa taxa de 10,95 assassinatos por 100 mil no Estado - 12,3 na região metropolitana de São Paulo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de homicídio é “epidêmica” quando supera dez assassinatos por 100 mil habitantes.

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