O maior coelho de chocolate do mundo está em Gramado, na Serra Gaúcha. São 1.640 quilos e 8.856 calorias. Se alguém quisesse encomendar um igual para dar de presente teria que gastar US$ 30 mil. Considerando que no Brasil o consumo per capita é de dois quilos de chocolate por ano, um cidadão deste País, com esse apetite, levaria 800 anos para dar conta do coelho.
Entre outras coisas, Gramado ficou famosa pelo seu chocolate caseiro, vocação descoberta por acaso nas cozinhas coloniais e inspirada pelo clima serrano. As famílias começaram a produzir bombons e ovos de Páscoa artesanalmente. Hoje existem sete grandes fábricas e 28 pequenas espalhadas pela região.
A descoberta do “tchcolatl” pelos astecas que habitavam o México, há 2 mil anos, hoje se espalhou e o produto é consumido no mundo inteiro. A Caracol, em Gramado, tem um espaço temático para contar a história e a trajetória desse “alimento dos deuses”.
O visitante pode ver como se fabrica e conhecer certas curiosidades, como a da “rainha gulosa”, uma chocólatra incorrigível que foi casada com Luiz XIII, rei da França (1615). Há toda uma galeria de esculturas de Ênio Fritsch, artista gaúcho que teve a ideia de esculpir figuras com blocos do mais puro chocolate.
Quem sabe todo esse “know how” tenha transformado a Serra Gaúcha num dos destinos mais procurados nos feriados da Páscoa. As ruas floridas, a arquitetura no estilo tirolês e bávaro, o clima agradável, a hospitalidade, a culinária alemã e italiana e a hotelaria fazem de Gramado “o lugar”: romântico no outono, aconchegante no inverno com a lareira e o vinho, colorido pelas flores na primavera e cheio de energia que brota da natureza durante o verão.
Neste mês de março, as cidades de Gramado e Canela realizam o maior festival do Brasil em torno do chocolate, o Chocofest, que segue até 4 de abril com inúmeras atrações. São exposições de ovos de Páscoa decorados, oficinas de gastronomia, exposição de vestuário confeccionado em chocolate e brincadeiras com personagens vestidos de Sra. Coelho e Sr. Coelho.
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Ponto de encontro
Somente no ano passado 53 mil turistas visitaram a Serra Gaúcha a partir da operadora CVC. Nestes circuitos, Gramado é a porta de entrada e de encontro de famílias, casais e, também de jovens, que encontram na cidade serrana uma série de bares e restaurantes badalados.
No outono e no inverno, Gramado costuma se destacar como uma atração à parte. Por ser uma região formada por altas serras, as temperaturas no inverno oscilam entre 0º e -10º.
A ocorrência de nevascas é muito comum, o que atrai ainda mais os olhares dos turistas, que se concentram na rua coberta da cidade, na expectativa de conhecer a neve de perto ou, então, curtir o friozinho nos cafés do Centro.
Para os que dispõem de mais tempo, vale a pena conhecer outras cidades da Serra Gaúcha, como Bento Gonçalves, Canela, Vacaria, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula. Toda essa região oferece uma paisagem diferente e muitas sensações, garantidas pela gastronomia local, com churrasco, chimarrão e o circuito das vinícolas, que conta cada vez com mais adeptos.