Polícia

Garçom que pegou cachorro atropelado na rua é criador


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Ao procurar o Jornal da Cidade anteontem, para relatar que havia encontrado um cão atropelado na rua e queria achar um lar para ele pois já tem 17 animais em casa e gasta cerca de R$ 1 mil por mês com ração, o garçom João Batista não informou que ele cria cachorros de raça. Portanto, não é apenas voluntário, como o JC informou na matéria “Animais abandonados, o que fazer?” publicada na edição de ontem e que também relata que uma veterinária estava cuidando de cinco filhotes achados abandonados.

Ontem, alertado por leitores que entraram em contato com a Redação e informaram que João vende os filhotes de seus cachorros em grande quantidade, o JC o procurou novamente. Ele confirmou que comercializa filhotes de cães, mas que a atividade não lhe dá o sustento. “Eu vendo filhotes há um ano e meio mas não me sustento disso, sou garçom e faço ‘bicos’ trabalhando com banho e tosa”, relata.

Batista afirma que sempre acolhe os animais que encontra abandonados, mas que não os vende e que também não doa a qualquer pessoa. “Eu me preocupo primeiro em achar o dono, se eu não o encontrar, parto para a adoção. Não deixo qualquer pessoa adotar ele, tem que ser conhecido e eu me preocupo em ir ao local para ver se ele está sendo bem cuidado”, conta. O garçom ainda se defende dizendo que as pessoas não reconhecem o trabalho que ele faz tirando cachorros das ruas. O cachorro que ele encontrou atropelado ainda está à espera de um dono.

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