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Nova lombada da Nações já multa

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

Depois de ser instalada, calibrada e passar por uma semana de testes, a lombada eletrônica da quadra 23 da avenida Nações Unidas, no sentido bairro/Centro, em Bauru começa a multar a partir de hoje os motoristas que excederem a velocidade máxima permitida para a via, de 60 quilômetros por hora (km/h). Para a semana que vem, está previsto o início da operação de outros dois fiscalizadores de velocidade, já instalados que estão funcionando em caráter experimental nos dois sentidos da quadra 55 da avenida, nas imediações do Hospital Estadual (HE).

De acordo com a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), os equipamentos foram devidamente aferidos pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e funcionarão em sistema de rodízio. Ou seja, todos eles permanecerão ligados, mas registrarão multas em períodos alternados, que não serão divulgados pela empresa.

O diretor do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) de Bauru, Gustavo Pinheiro Sanchez, explica que a precisão dos novos aparelhos foi verificada na última semana, quando foram submetidos a testes padrões exigidos para o seu efetivo funcionamento. “Os ensaios são feitos em cada faixa da avenida. Um técnico percorre o mesmo trecho 10 vezes seguidas, de carro, ajustando a marcação do radar com a velocidade registrada no cronotacômetro que ele carrega com ele. A verificação é muito precisa”, revela ele.

Quando o motorista passar por uma lombada eletrônica como a da Nações Unidas, no entanto, poderá constatar que a velocidade no marcador nem sempre é igual à do velocímetro, já que tanto os automóveis quanto os aparelhos de fiscalização trabalham com uma margem de erro. Sanchez explica que os medidores de velocidade dos carros servem apenas como referência para o condutor, já que são facilmente afetados pelo desgaste natural da estrutura do veículo como um todo. “Geralmente, esses equipamentos não passam por nenhuma manutenção ao longo de sua vida útil, então não é confiável como um instrumento de precisão”, aponta.

Margem

Por esse motivo, o marcador do carro pode, segundo ele, apontar velocidade tanto superior quanto inferior ao registrado pelos radares. “Normalmente, o velocímetro do carro marca velocidade superior à verificada pelo radar, mas o contrário também pode acontecer”, frisa.

Para dar conta desta variação e não penalizar o motorista indistintamente, a legislação do Instituto Nacional de Metrologia (INMetro) orienta que os radares e lombadas eletrônicas trabalhem com uma margem de segurança, com uma tolerância de 5 km/h acima da velocidade, para vias com velocidade máxima permitida de até 60 Km/h, como é o caso da avenida Nações Unidas. Para velocidades acima de 100 Km/h, o erro é de 5% sobre a máxima permitida.

Segundo o diretor do Ipem, os radares têm de, obrigatoriamente, passar por aferição pelo menos uma vez ao ano. Mas, como em Bauru os equipamentos funcionam em sistema de rodízio, esse prazo costuma ser bem menor. Com isso, a probabilidade de ocorrer autuações indevidas fica ainda mais reduzida.

“Mas, mesmo com essa margem, a recomendação é que os motoristas não passem pelo radar em velocidade maior que a permitida pela fiscalização, justamente porque o velocímetro é impreciso. Mas caso o marcador do carro registrar velocidade muito diferente da do radar, o melhor é procurar um especialista em manutenção, porque ele não deixa de ser um equipamento de segurança”, frisa Sanchez.

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Radares desligados

No final de outubro do ano passado a fiscalização eletrônica da velocidade, em Bauru, tanto por lombada quanto por radares fixos, foi suspensa devido ao encerramento do contrato de instalação e operação dos aparelhos. Duas novas licitações foram feitas – uma para quatro pontos de lombadas e outra para 24 pontos de radares. A primeira foi concluída e a empresa vencedora colocou em operação, no final de janeiro, o primeiro equipamento, na quadra 21 da avenida Nações Unidas, onde o aparelho já existia anteriormente.

Já os radares fixos, que estão desligados desde outubro, seguem sem previsão para voltar a funcionar. O entrave surgiu porque uma das empresas participantes da licitação foi inabilitada pela Emdurb por não apresentar o manual técnico exigido no edital. A empresa apresentou recurso à Justiça, que concedeu liminar.

Com isso, a execução do contrato está suspensa até que seja julgado o mérito da ação. Enquanto o impasse não se resolve, a Emdurb atua com o radar estático em locais previamente agendados.

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