Regional

Denúncia de depósito irregular de lixo leva a vistoria da Cetesb

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Iacanga - Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) vistoriaram ontem uma área próxima ao bairro de Quilombo, em Iacanga (50 quilômetros de Bauru), para checar denúncia de que populares estariam depositando lixo no local e ateando fogo. A equipe encontrou no terreno restos de entulho e indícios de fogo. A prefeitura afirmou que só faz o depósito de galhos na área. Um procedimento administrativo será aberto para apurar possíveis responsabilidades.

Na denúncia feita à Cetesb e ao Jornal da Cidade, o morador de Iacanga informava que havia depósito de lixo na área, fato descartado pelo órgão. O denunciante também relatou que o material era queimado com frequência e um líquido de cor amarela escorria pelo terreno, atingindo uma mina. Essa suposta contaminação do solo e água também não foi comprovada pelos técnicos.

A Cetesb informou por meio da assessoria de imprensa que o depósito irregular de lixo e sua posterior queima podem representar crime ambiental. Na área, que segundo o órgão tem cerca de 120 metros quadrados, foram encontrados apenas entulhos de construção descartados irregularmente. Já as fotos feitas pela reportagem do JC mostram que também há o descarte de galhos no local.

Na tarde de ontem, os técnicos iriam concluir um relatório e iniciar as investigações para tentar identificar os proprietários da área e punir os responsáveis pelo descarte irregular de materiais no terreno.

Aterramento

O chefe de Gabinete da Pprefeitura de Iacanga, Moacir Bueno, informou que a área vistoriada pela Cetesb é uma erosão surgida em governos anteriores que fica às margens da estrada de terra, ocasionando riscos de acidentes. “A população começou a solicitar para que o Boiani (prefeito) fizesse o aterro. Nós não temos terra para colocar lá”, diz.

Para solucionar o problema da erosão no local, atender os moradores do bairro e, ao mesmo tempo, descartar os galhos resultantes das podas feitas no município, Bueno conta que a prefeitura optou por descartar o material na área. “Nós começamos a levar esses galhos, essas partes de árvores que são cortadas, e colocar nesse aterro, colocando terra por cima”, revela.

O Executivo nega, contudo, que seja o responsável pela queima dos galhos. “Nós, da prefeitura, não colocamos fogo lá”, afirma. Segundo ele, nesta terça e quarta-feira, moradores reclamaram de fogo no terreno e a prefeitura pediu aos órgãos competentes que as chamas fossem apagadas.

De acordo com o chefe de Gabinete, não há descarte de lixo orgânico na erosão, apenas restos de galhos. Todo o lixo produzido na cidade, segundo ele, é levado para o aterro municipal de um alqueire localizado na estrada que liga Iacanga a Reginópolis, que está saturado.

Bueno ressalta que o município já adquiriu uma área de dois alqueires, ao lado do atual aterro, para ampliar o local de depósito de lixo. De acordo com ele, a Cetesb já teria concedido licença prévia para operação e o projeto da obra já estaria concluído. O início da instalação depende agora da solução de pendências envolvendo a transferência da escritura do terreno.

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