Geral

Dia contra preconceito racial integra calendário local

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje, 21 de março, é comemorado o Dia Mundial contra a Discriminação Racial, data lembrada mundialmente pela luta travada em 21 de março de 1960, na cidade de Joanesburgo, capital da África do Sul, quando dezenas de milhares de negros protestaram contra a “lei do passe”, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde podiam circular. Em Bauru, a data integra o calendário de atividades do Conselho Municipal da Comunidade Negra.

Amanhã, por volta das 14h, o novo presidente do Conselho, João Bráulio Salles Cruz, fará uso da Tribuna da Câmara para falar sobre o Dia Mundial contra a Discriminação Racial, divulgar o conselho e expor a nova gestão e calendário.

“Teremos dez minutos para falar sobre nossas propostas e apresentar os novos membros. No total, são 20 pessoas que integram o grupo. Entre elas, gente da sociedade civil, religiosos e associação de bairros”, diz. O presidente ainda acrescenta que essa diversidade enriquece o conselho. “Também nunca tivemos a voz feminina tão ativa como agora, são 8 mulheres conselheiras”.

Entre as ideias que serão colocadas na Câmara, está a questão das cotas nas universidades públicas e a lei de igualdade racial. “São questões que estão sendo discutidas internamente para, depois, serem debatidas com a comunidade”, afirma Cruz.

De acordo com o presidente do Conselho, o preconceito e discriminação racial ainda existem em Bauru, embora não sejam muito evidentes pelo fato das próprias vítimas não se exporem ou não saberem como agir. “É como a mulher que sofre maus tratos e tem medo ou vergonha de denunciar”.

Sílvio Durante é professor de história e um dos conselheiros. Ele diz que o dia 21 de março foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) devido ao massacre ocorrido com os negros que protestaram em Joanesburgo, mas que a data não deve ser vista apenas como um resgate histórico e sim como um momento de luta. “O Conselho será a arma para essa luta, uma ferramenta para os que não sabem como agir”, garante.

Comentários

Comentários